Veículos conectados: Allianz defende controlo com um centro europeu contra cibercrime

Um evento anual da Allianz reuniu especialistas da indústria automóvel, das tecnologias, dos seguros e da academia em torno dos riscos cibernéticos que ameaçam o segmento dos veículos conectados.

Para manter um nível de resposta eficaz aos desafios de segurança e proteção no futuro do ecossistema da mobilidade, em particular nos veículos conectados, o grupo Allianz sugere a criação de uma plataforma pan-europeia envolvendo o setor automóvel, seguros e demais parceiros, subscrevem participantes do Allianz Motor Day 2020, dedicado ao tema “Cyber Risks in the Connected Car Eco System.“

De acordo Klaus-Peter Röhler, CEO da companhia na Alemanha e membro do conselho de administração da Allianz SE: à imagem do que acontece com as redes informáticas “tradicionais”, que se tornaram alvo de ataques cibernéticos, a exposição dos automóveis ao cibercrime afigura-se uma ameaça crescente. Só na Europa, segundo números da Capgemini, prevê-se um aumento de 37 milhões de veículos ligados em 2018 para 110 milhões em 2023. Dado que o número de veículos conectados irá aumentar significativamente nos próximos anos, os veículos estarão também cada vez mais expostos a riscos cibernéticos. Neste cenário emergem desafios a que é preciso responder com rapidez, observou.

Para enfrentar esses desafios e dar-lhes resposta eficaz, “apelamos a uma solução europeia neste 8th Allianz Motor Day: um Centro de Informação de Segurança Automóvel multi-indústria,” que promova soluções específicas para as empresas e que sirvam o desenvolvimento do ecossistema da mobilidade, apelou Rohler.

No evento virtual do grupo segurador alemão intervieram especialistas da indústria automóvel, do setor tecnológico, dos seguros e da comunidade académica (computação e segurança de sistemas), discutindo questões em torno dos riscos cibernéticos dos veículos modernos, as medidas de prevenção adequadas e as dúvidas sobre as coberturas de seguro.

Segundo Frank Sommerfeld, responsável pela área de seguros da Allianz AG (Alemanha), até agora, os ciberataques não foram causa de acidentes de viação. “A Allianz não teve de pagar indemnizações por qualquer acidente que tenha sido evidentemente causado por um ataque de hackers,” referiu. Se um ataque de hackers causar um acidente que lesione pessoas e danifique o seu próprio veículo ou o de outra pessoa, geralmente todas as filiais europeias do Grupo Allianz fornecem cobertura de seguro, e o seguro do veículo trata do prejuízo financeiro – não há exclusão geral para hackers”.

No entanto, ressalvou Sommerfeld, tratando-se de um ataque aos servidores ou à plataforma digital (do fabricante) que comunica com o veículo, “e o ataque perturbar funções em alguns veículos ou mesmo em todos de um determinado tipo, a responsabilidade recai sobre o fabricante”.

Ao longo de cerca de 90 minutos de discussão, os intervenientes no webinar abordaram esta e outras situações (relacionadas, por exemplo, com problemas de atualização de software, respetiva sincronização com dispositivos móveis e outras funcionalidades; caixa negra do veículo; chaves de ignição digital e/ou roubo de códigos) relativamente às quais poderão subsistir lacunas e dúvidas. Por isso, será também necessário clarificar e sistematizar o que é responsabilidade do fabricante e quais as situações suscetíveis de cobertura pelos seguros.

 

In Eco.Sapo

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