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Como identificar e prevenir os cinco tipos de cancro mais comuns nas mulheres?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 foram  identificados, em Portugal, 26.673 novos casos de cancro em mulheres, sendo o cancro da mama, colorretal, do pulmão, da tiroide e do colo do útero os 5 tipos de cancro com maior incidência no sexo feminino, no país. Nesse sentido, e a propósito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, assinalado a 4 de fevereiro, a Zurich alerta para os tipos de cancro  mais comuns nas mulher.

“A prevenção e o diagnóstico precoce são fatores essenciais. Sabe-se que cerca de 40 % dos casos de cancro podem ser evitados através de alterações no estilo de vida e rastreios”. Por isso, a Zurich recomenda que esteja atenta aos sintomas e que aposte na prevenção  e resposta aos 5 tipos de cancro mais comuns nas mulheres:
1. Cancro da mama: com uma média de 7 mil novos casos detetados todos os  anos em Portugal, este é um dos cancros com maior prevalência no sexo  feminino. Apesar de não causar dor nos estádios iniciais, o cancro da mama  pode originar alterações físicas visíveis, que não devem ser ignoradas. Qualquer alteração física na mama ou mamilo, nódulo, sensibilidade, vermelhidão ou  perda de secreções através do mamilo são fatores a ter em conta.
Realizar o autoexame da mama, uma dieta equilibrada, a prática de exercício  físico, não fumar e não consumir álcool em excesso, são algumas formas de  prevenção.
2. Cancro colorretal: só em 2020, 17,4 % dos novos casos de cancro detetados  em mulheres correspondiam a este tipo de cancro, sendo um dos mais comuns  nas pessoas com idade superior a 50 anos. Garantir o consumo adequado de  fibras, reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas e a prática de  exercício, são fatores essenciais para prevenir este tipo de cancro.
3. Cancro do pulmão: é o tipo de cancro mais fatal em todo o mundo. Sabe-se  que entre 80 % a 90 % dos doentes com cancro do pulmão fumam ou já fumaram  em algum momento da sua vida. Os sintomas mais comuns incluem tosse  persistente, falta de ar, infeções pulmonares recorrentes, tosse com sangue e  dor ao respirar ou ao tossir.
Sendo um tipo de cancro frequentemente diagnosticado já em estádio avançado,  o diagnóstico precoce é crucial. Não fumar, evitar o fumo passivo e evitar locais  com elevada poluição atmosférica é também importante, assim como a prática  regular de exercício físico.
4. Cancro da tiroide: é mais comum entre os 25 e os 65 anos e afeta cerca de três  vezes mais as mulheres. Sinais de rouquidão inexplicável e persistente e  dificuldade na deglutição ou respiração são sinais de alerta. Não expor a  garganta a radiação, fazer o autoexame ao pescoço, ter uma alimentação  equilibrada e consultar um médico em caso de dores de garganta persistentes,  são ações que podem fazer a diferença.
5. Cancro do colo do útero: o cancro do colo do útero tem sempre na origem uma  infeção pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. O HPV é considerado  o 2.º carcinogéneo que mais gera cancro, estando associado a 5 % dos cancros  no geral e a 10 % dos cancros na mulher. A vacinação profilática contra o HPV,  a realização de citologias de rotina e a utilização de proteção durante as relações sexuais, são as principais medidas de prevenção deste tipo de cancro.
O aumento e envelhecimento populacional e uma maior exposição aos mais variados  fatores de risco contribuem para a identificação de dezenas de milhares de novos casos  de cancro todos os anos. Pequenos ajustes no estilo de vida e uma maior atenção a  alguns sinais de risco e potenciais sintomas podem contribuir de forma decisiva para  contrariar esta tendência.