Medicamentos só chegam “vários anos depois”

Cancro: A organização deficitária e o seu impacto na alocação de recursos, o acesso aos ensaios clínicos e a lentidão na aprovação de fármacos são apontados pelos peritos como falhas que prejudicam profissionais e doentes.

Se há algo que a pandemia deixou bem patente é o papel absolutamente decisivo da investigação clínica. A sinergia global entre diferentes entidades permitiu desenvolver uma vacina em tempo recorde e abrir novos caminhos no tratamento de doenças.
Em oncologia, a investigação é mesmo vista como um dos principais meios no combate contra o cancro, sobretudo através dos ensaios clínicos. “É uma arma muito importante, é assim que os novos medicamentos são desenvolvidos e aprovados”, explica Fátima Cardoso, diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico da Fundação Champalimaud. “Permitem que os
doentes tenham acesso a medicamentos inovadores mais cedo, e nós a ter experiência a geri-los mesmo antes de chegarem ao mercado. Todos temos a ganhar”, defende.
Entre 2006 e 2021, os pedidos de ensaios clínicos submetidos perante o Infarmed passaram de 108 para 175, com várias subidas e descidas pelo meio, só que a situação em Portugal continua a merecer reservas. “Já estivemos muito mal e melhorámos muito, mas entretanto, nos últimos dois anos, voltámos a piorar”, acredita Fátima Cardoso.
“Demoramos tempos infindos para todas as fases de aprovação do ensaio clínico e, quando estamos prontos, o ensaio está quase a fechar.” Nos próximos ensaios internacionais “corremos o risco de não ser convidados”, e a investigadora deixa mesmo um aviso: se nada de substancial mudar em todo o processo, ficamos em vias de regressar ao que acontecia há 10 anos, altura em que “fomos quase banidos como um país desorganizado, que recrutava mal e pouco” para os ensaios, confessa.

Uma situação periclitante que, juntamente com o tempo de aprovação de novos medicamentos (“mais dois anos,
em média, do que em outros países europeus”), faz com que “os doentes em Portugal tenham acesso a medicamentos inovadores vários anos depois” do que acontece em outros territórios. “Sem investigação clínica não podemos antever opções terapêuticas mais eficazes”, resume o diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Luís Costa, para quem é certo que “podemos ser muito mais competitivos nesta área”. Para tal “precisamos de estruturas profissionalizadas a serem contratadas pelos hospitais”. Se, por um lado, “o SNS continua a ser o principal habitat de ensaios clínicos em Portugal e os  centros académicos são o principal motor da investigação básica e translacional”, por outro, “as instituições privadas estão a assumir um papel crescente”. No conjugar dos dois está o ganho, até porque Portugal “necessita de trabalhar mais em rede para ter uma dimensão competitiva” que beneficie mais os portugueses que sofrem de cancro.
Coordenar tudo Rui Henrique garante que “a investigação clínica no campo da oncologia em Portugal tem uma expressão que
podemos considerar reduzida comparativamente a outros países europeus, como a nossa vizinha Espanha”, sem deixar de assinalar “que tem havido uma evolução significativa ao longo dos últimos 10-15 anos” que permite ir mais ao “encontro das necessidades reais [dos doentes] experienciadas na clínica”. O presidente do IPO do Porto considera que “compete a todos participar neste esforço”, com a certeza de que “o Estado tem, certamente, um papel fundamental em diversas
ações”, como a “criação de condições objetivamente favoráveis ao desenvolvimento da investigação clínica, promovendo o investimento através de um quadro normativo que mantenha a exigência de prestação de contas,  mas permita a versatilidade e rapidez na resposta às solicitações crescentes por parte dos investidores privados”. É bom recordar, diz Vítor Rodrigues, que a “investigação não se faz só com médicos, mas sim com uma estrutura que possa dar apoio logístico e operacional”. E, na opinião do coordenador de investigação científica e bolsas da Liga Portuguesa Contra o Cancro, “não temos tido resposta dessa estrutura que nos permita entrar nos grandes ensaios clínicos internacionais”. Falta uma organização centralizada mas eficiente portanto, se bem que o responsável aponte a criação da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB), em 2018, como um passo no sentido certo. O objetivo é “coordenar tudo”, o que é “essencial para todos trabalharmos da mesma maneira”. Algo que passa também por apostar em recursos profissionais capazes de tratar, e disponibilizar “dados de qualidade, padronizados”, que ajudem a alavancar os processos, com a certeza de que, à falta de outro estímulo, o Plano Europeu de Luta Contra o Cancro vai obrigar-nos a desenvolver estas capacidades, “se não ficamos fora da rede”.
“Tem de haver uma consciência nacional que reconheça que este processo [dos ensaios] é competitivo”, recomenda o presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Miguel Abreu, o “que significa que todos os países concorrem para ter acesso a estes estudos e que, estando nós num país periférico com escassos recursos, temos de demonstrar atratividade”.
Para estimular, Miguel Abreu apela às “associações de doentes” em Portugal para terem um papel educacional e promotor de inovação e de investigação. Quanto ao famigerado Plano Europeu de Luta Contra o Cancro, existe expectativa pela “implementação de várias medidas que tendem a desburocratizar também os procedimentos de investigação”.

 

Texto: Tiago Oliveira

Fonte: Expresso

É fácil de prevenir, mas mata “uma equipa de futebol por dia”.

Colorretal: O segundo cancro mais frequente em Portugal e o mais mortífero a seguir ao do pulmão poderia ter menos impacto com um programa verdadeiramente nacional e estruturado de rastreio. Especialistas pedem mais.

O diagnóstico está feito e é claro como água: “O cancro colorretal é o segundo mais frequente nas mulheres, a seguir ao da mama, e o segundo mais frequente nos homens, a seguir ao da próstata. Sendo que, em qualquer dos sexos, mata mais do que os cancros da mama ou da próstata. Na verdade, é também a segunda causa de morte por cancro em Portugal, logo a seguir ao cancro do pulmão.” Ou seja, resume o coordenador da Unidade de Cancro Colorretal e da Unidade de Cirurgia
Robótica da CUF, Carlos Vaz, “é um importante problema de saúde pública no país”. São mais de 3800 os óbitos registados anualmente em Portugal como resultado de tumores colorretais, e não surpreende por isso que os especialistas não se conformem. Mais do que possível, a opinião prevalecente é de que devemos fazer mais. “Atualmente não existe um programa de rastreio estruturado, por colonoscopia e de base populacional nacional”, considera Carlos Vaz. “Os programas que existem são pouco estruturados, de âmbito regional e com recurso à pesquisa de sangue oculto nas fezes, um exame pouco específico, pouco sensível e que não permite prevenção secundária”, defende. Do lado do tratamento, uma das soluções pioneiras  é a cirurgia robótica, “a realização de intervenções cirúrgicas menos invasivas, com menos dor e recuperação
muito mais rápida”.

Protelar em demasia.

Avanços que precisam de maior sustentação, parece. Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Guilherme Macedo, “se falamos há muitos anos que os casos estão a aumentar paulatinamente é porque não estamos a ser eficazes”. Na opinião do presidente da World Gastroenterology Organisation, a “colonoscopia permite antecipar tudo isto”. Por isso estranha que “num país como o nosso” não se recorra “às suas  competências” de forma mais eficaz e se protele muitas vezes. “Existe capacidade instalada para colocar no terreno e existe massa crítica capaz de responder a uma necessidade que existe”, ou o cancro colorretal não matasse “11 portugueses por dia, uma equipa de futebol”. Por isso a receita é
fácil: “Tem 45 anos e está de boa saúde? Ótimo, faça uma colonoscopia.” Para Marisa Santos, coordenadora
do Centro de Referência do Tratamento do Cancro do Reto do Centro Hospitalar Universitário do Porto, “são necessárias campanhas de sensibilização a nível do público e dos cuidados de saúde. É fundamental implementar programas de rastreio e garantir o acesso fácil a qualquer doente com sintomas de alarme a uma consulta médica e aos exames complementares”, o
que muitas vezes não acontece. Sem esquecer que, “na pandemia, os exames de rastreio diminuíram e os exames de diagnóstico foram tardios”, o que se traduz numa “redução franca da sobrevivência destes doentes”. E com direito a aviso: “Até ver, as medidas implementadas são insuficientes para colmatar as deficiências que ocorrem.”
A solução passa por uma mistura entre mudança de hábitos de vida e rastreio mais eficaz, com Joaquim Costa Pereira, coordenador do Centro de Referência do Tratamento do Cancro do Reto do Hospital de Braga, a explicar que “a mortalidade está relacionada com o estádio do cancro na data de diagnóstico”.

Para se perceber, “um cancro precoce tem uma probabilidade de sobrevivência aos cinco anos superior a 75%, e um cancro avançado, menos de 10%”. Jogar na antecipação faz a diferença.

 

Texto: Tiago Oliveira

D&O: 71% dos executivos europeus apontam ciberataques como risco nº1

Globalmente, considerando riscos de responsabilidade que expõem os próprios D&O, os ciberataques também são preocupação nº1 no mundo. Considerando as suas empresas, o ambiente macro é risco principal.

 

Mais de dois terços dos responsáveis das empresas sediadas na Europa consideram o risco de ciberataques como a principal ameaça que as suas organizações enfrentam, revela o Directors’ Liability Survey 2022. Um relatório produzido pela WTW, companhia global de corretagem de seguro e consultoria de risco, em parceria com a Clyde & Co LLP, companhia internacional de prática legal especialista em litígios (e não contencioso) de seguros, transportes, energia e outros.

Numa perspetiva global, 67% dos respondentes colocam o risco de ciberataques em segundo lugar, precedido apenas pela situação económica, que consideram ser ameaça nº1 para as suas empresas. No entanto, considerando os riscos para os D&O, a ameaça cyber toma o primeiro lugar da lista.

Na Europa, considerando consequências financeiras e de reputação, os ciberataques constituem o risco nº1 para os líderes das empresas (71% das respostas), seguido da perda de dados (risco nº 2, com 65% das respostas) e, em terceiro lugar, extorsão cibernética (ransomware; pagamento de resgates), representando 63% das respostas.

Entre outras comparações regionais, a abrangência internacional do estudo permite perceber diferenças nos limites de capital das apólices de responsabilidade civil D&O (Administradores e Diretores). Enquanto 28% dos inquiridos na Europa e 31% dos respondentes na América do Norte contratam apólices com cobertura de capital superior a 100 milhões de euros ou dólares, na América Latina apenas 19% afirmam ter contratado apólices D&O, percentagem que desce para um intervalo 0-8% para as restantes regiões do mundo.

risco cibernético constitui ameaça “em constante evolução”, com uma variedade de consequências significativas caso ocorra um ataque com perda de dados, tornando os ciber-riscos uma preocupação primordial. “(…) existe um corpo de jurisprudência em evolução a nível europeu em termos da responsabilidade de empresa a este respeito e um risco crescente de que um envolvimento insuficiente com questões cibernéticas represente um risco de responsabilidade para diretores e funcionários em muitas frentes, incluindo ações [judiciais] coletivas,” nota James Cooper, Partner da Clyde & Co, sediado em Londres, citado no relatório.

Nesta 2ª edição anual do estudo Directors’ Liability Surveyo trabalho conjunto WTW-Clyde & Co baseia-se em informação recolhida através de inquéritos (9th Directors & Officers Liability Insurance Survey) junto do segmento profissional D&O de diversos setores (maioritariamente industrial, representado por 26%; transportes e retalho, com 16%; serviços, também em 16%; setor financeiro incluindo seguros, em 14%; energia e utilities, com 8%; saúde, com 6% e “outros”, pesando 13%) em 40 países como a Europa (29% do universo inquirido), Ásia (20%), Reino Unido (17%), América Latina (15%), América do Norte (9%), Austrália (8%) e África (1%).

 

Fonte: D&O: 71% dos executivos europeus apontam ciberataques como risco nº1 – ECO

 

Aumento de ataques “deixou negócio dos seguros de cibersegurança em agitação”

John Shier, responsável da Sophos, nota que o aumento de ataques virou do avesso o negócio das seguradoras com soluções para a cibersegurança. Os requisitos para alcançar uma apólice “aumentaram dramaticamente” nos últimos anos.

As seguradoras estão em alerta com o aumento do número de ciberataques e estão a refletir esse receio nos critérios de concessão das apólices. O aviso é de Jolut Shier, analista sénior de segurança da Sophos.

Em entrevista ao Negócios , o responsável com mais de vinte anos de experiência na área da segurança informática afirma que “o negócio dos seguros de cibersegurança entrou em agitação nos últimos anos, porque perderam muito dinheiro. Estavam a dar apólices a qualquer pessoa há três anos e agora já gastaram tanto dinheiro que decidiram mudar a forma como fazem negócio. Tomou-se mais difícil ter uma apólice. “Uma das razões para o aumento da dificuldade está ligado aos requisitos para alcançar as apólices, que Shier diz terem “aumentado dramaticamente”. “um dos requisitos passa por ter melhor segurança”, diz, notando que “é preciso cumprir um requisito mínimo de certos procedimentos, que pelo menos mitiguem parte do risco”. Assim, acredita que há um “incentivo para se melhorar as práticas de segurança”, defendendo que ainda são vantajosos. “Ajudam de algumas formas: quando se é uma vítima mas também está a elevar os parâmetros base para a segurança nas empresas.” Massificação da tecnologia potencia ataques O especialista reconhece que, por um lado, é correto dizer que “não há muita novidade” no tema dos ataques informáticos. “Já tínhamos pessoas com intenções criminosas tentar fazer coisas as nossas máquinas há muito tempo”, diz “Dessa perspetiva, não mudou muita coisa – alguns dos “players” mudaram”, nota, mas a maior viragem foi na forma “como são feitas algumas coisas.” Para começar, a forma como se interage com a tecnologia já não é a mesma. “Parte da forma como interagimos com os computadores agora significa não estar só à frente de um ‘desktop’ mas também no telefone, no portátil, interagir como frigorífico ou mesmo com a máquina de secar. Interagirmos com tudo. Desse ponto, o potencial para ataques, aquilo a que chamamos superficie de ataque, cresceu.” E, nesse contexto, uma tendência salta à vista o “ransomware”. Para Shier, este tipo de ataque faz cada vez mais parte da conversa. “Fizemos no ano passado uma analogia, que diz que o ransomware’ é como um buraco negro – suga todo o cibercrime. É algo que é enorme e atrai muita atenção, mas depois existem todos estes serviços e produtos que podem também interagir com ele”, explica. “Ilido gira à volta do ransomware’. Há todo um ecossistema que se alimenta disto – há pessoas que fazem lavagem de dinheiro com bitcoins, outras escrevem código ou ‘exploits.’ Todas a alimentarem-se do mercado de `ransomsvare’. Adio que é uma das maiores mudanças – ou evolução. Não passou Se se perde dinheiro por causa do cibercrime ou por incidentes, isso vai acordar muita gente. JOHN SHIER Senhor security advisor da Sophos a ser assim de num dia para o outro, é =processo.” John Shier refere que é importante as equipas de segurança das empresas conseguirem ter uma visão mais transversal das áreas de negócio -já que só assim será possível perceber quais os riscos e o que se deve proteger. E a questão financeira tem ajudado a uma maior consciencialização: “Se se perde dinheiro por causa do cibercrime ou por incidentes, seja ransomware’ ou emails comprometidos ou tempo inoperacional, isso vai acordar muita gente.”

 

Fonte: https://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=4b407bc7-e290-4371-aab3-566c0b53551d&analises=1&cp=1&userid=009b5032-7325-48d2-896e-7ff116e0e801

Tailândia suspende 2 seguradoras que já não conseguem pagar sinistros Covid-19

Volume de responsabilidades financeiras assumidas com coberturas de Covid-19 está a surpreender seguradoras tailandesas. Duas vergaram ao peso dos sinistros e enfrentam processos de dissolução.

O ministério das Finanças da Tailândia revogou licenças comerciais às seguradoras Southeast Insurance e Thai Insurance, depois de terem falhado pagamentos aos clientes por um montante superior 18 mil milhões de bahts tailandeses (cerca de 493,3 milhões de euros ao câmbio corrente) em compensações relacionadas com sinistros de Covid-19, segundo foi divulgado pelo Office of Insurance Commission (OIC), regulador local do setor.

A Southeast Insurance sucumbiu a 13,5 mil milhões de baht (THB) em créditos relacionados com sinistros Covid-19 por pagar e a Thai Insurance acumulou 4,6 mil milhões da mesma natureza que a seguradora não tem condições de honrar. Estas companhias são subsidiárias do Thai Group Holdings, entidade controlada pelo multimilionário Charoen Sirivadhanabhakdi, considerado empresário mais rico do país.

As seguradoras foram advertidas pelo organismo regulador e foi-lhes concedido um prazo e possibilidade de suspenderem a venda de novas apólices do ramo não Vida, venderem parte dos ativos e usar o encaixe para reforço de capitais que permitisse proceder ao pagamento das indemnizações por infeções de Covid-19, mas não o fizeram. Agora, além de terem as licenças canceladas desde 1 de abril, a OIC vai aprofundar investigação comportamental que pode levar a ações legais visando os respetivos dirigentes por incumprirem indemnizações em atraso e porque, deliberadamente, também não aplicaram medidas para corrigir a insuficiências de capital.

Já no final de janeiro, os acionistas destas companhias recusaram apoiar o necessário reforço de capital, optando por devolver as respetivas licenças à entidade de Supervisão e suspender atividade, explicou Suttipol Taweechaikarn, secretário-geral do OIC. Agora, face ao desfecho anunciado, caberá ao Fundo de Garantia de seguros acompanhar um processo regulamentado de dissolução das seguradoras e dar destino aos clientes lesados que serão transferidos para outras 31 companhias de seguro.

Em 2020, cerca de uma dúzia de companhias procurou dar resposta à emergência da pandemia (de Covid-19) na Tailândia com oferta de apólices para cobrir despesas associadas com doença. Com incremento da oferta no mercado e preços cada vez mais atrativos para os consumidores venderam-se milhões de apólices. As duas companhias cujas licenças foram revogadas reúnem entre si perto de 1,2 milhão de apólices envolvendo coberturas Covid.

Com prolongamento da crise pandémica (mais os efeitos das novas variantes do coronavírus), as seguradoras demoraram a perceber que acumulavam responsabilidades de cobertura muito acima das suas reservas prudenciais e, consequentemente, começaram a enfrentar problemas operacionais decorrentes da expansão dos gastos com sinistros. O impacto da Covid-19 no setor não fez apenas aquelas duas vítimas. A OIC tem tido reuniões com outras 15 empresas (10 do ramo não Vida e cinco do ramo Vida) para lidar com os efeitos da Covid-19.

Em conjunto Southeast e a Thai geriam carteiras somando oito milhões de clientes no total.

 

Fonte: https://eco.sapo.pt/2022/04/11/tailandia-suspende-2-seguradoras-que-ja-nao-conseguem-pagar-sinistros-covid-19/

Quais as seguradoras que mais ganharam com crescimento de 70% no ramo Vida

As companhias que convenceram bancos a convencerem os clientes a abdicar de garantia de rendimento e de capital são as vencedoras do ramo Vida em 2021. Veja as que mais venderam.

falta de alternativas de investimento rentáveis para as poupanças dos portugueses levou a uma mudança de espírito dos aforradores. Se antes estavam habituados a produtos financeiros que garantiam rendimento e, com certeza, o capital investido, durante o ano passado começaram a aceitar a tomada de risco para conquistar algum rendimento. Os produtos unit-linked, ligados a fundos de investimento e com rendimento indexado ao valor dos seus ativos, quase quadruplicam sob o formato PPR e mais que duplicaram em todos os outros tipos de seguros.

Fonte: APS; Tratamento de informação: ECOseguros.

O relatório Produção de Seguro Direto 2021, compilado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e agora divulgado, revela forte crescimento para quase todas as 26 seguradoras que exploraram o ramo Vida em 2021. Os seguros não PPR ligados a fundos de investimento cresceram 136% e são hoje quase metade do negócio do ramo Vida. Os PPR unit-linked subiram vendas 1,7 vezes e continuam como o terceiro tipo de produto Vida com maiores vendas, representando 15% do mercado Vida. Mais moderada foi a subida dos seguros mais tradicionais, com risco do lado das seguradoras. Com formato PPR cresceram 2% e os de puro risco subiram 30%.

Do lado das seguradoras foi uma questão de promover produtos adequados à nova procura, até por que os produtos unit-linked, com todo ou grande parte do risco do lado dos subscritores, alivia a mobilização de capital próprio do lado das seguradoras e com isso melhora a sua rentabilidade e possibilidade de crescimento de negócio.

Para que os produtos Vida se vendessem com sucesso foi preciso convencer os bancos e estes só se convencem proporcionando-lhes rendimentos tão ou mais interessantes que os obtidos pelos seus próprios produtos financeiros. Como afirma uma administradora de uma seguradora Vida importante no mercado é difícil a mediação descansar clientes quando se oferecessem produtos sem garantia sequer de capital. Para os bancos, diz a mesma fonte, é mais fácil consegui-lo.

De facto, em outro relatório da APS, constata-se que os bancos são responsáveis por 78% das vendas do ramo Vida, sendo os restantes da responsabilidade de todos os outros canais. Em 2020, esse peso era de 74% para os bancos, foi este canal que crescendo 75% contribuiu decisivamente para o crescimento geral de 70% do ramo Vida.

Fonte: APS; Tratamento de informação: ECOseguros.

As seguradoras com forte ligação bancassurance aproveitaram esta onda favorável. Entre as cinco primeiras de cada um dos cinco tipos de produtos de ramo Vida verifica-se que a Fidelidade conta como apoio da Caixa Geral de Depósitos, do Banco CTT e do EuroBic. A Ocidental, do Grupo Ageas Portugal, com o Millennium bcp. A Lusitania com o Montepio. A BPI Vida e Pensões com a sua rede bancária. A GamaLife com o Novo Banco. A Santander Totta Vida e a Aegon Santander com os clientes do Banco Santander. A CA Vida com a rede comercial do Crédito Agrícola. A Zurich tem produtos unit-linked dedicados ao Banco CTT, ao ABANCA e ao Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).

Das seguradoras que estão nos 5 lugares de topo apenas a Real Vida faz o seu percurso paralelo a todos os concorrentes. Tem uma rede de distribuição sem canal bancário, cresceu essencialmente em produtos não ligados a fundos de investimento e ainda assim conseguiu, em 2021, uma subida de 75% nos prémios emitidos, tornando-se a 10ª maior operadora no ramo Vida.

 

Fonte: https://eco.sapo.pt/2022/02/03/quais-as-seguradoras-que-mais-ganharam-com-crescimento-de-70-no-ramo-vida/

Marca Allianz é nº1 do mundo nos Seguros

Allianz é a primeira entre marcas globais que têm operação internacional na indústria de seguros, posicionando-se 30ª entre as marcas mais valorizadas de todos os setores no ranking “Global 500″ da Brand Finance para 2022.

“Esta notícia afirma não só a força da marca Allianz mas também demonstra que a Allianz é mais do que um líder no negócio dos seguros,” comentou Serge Raffard, Group Strategy, Marketing, Distribution Officer na Allianz SE num comunicado da companhia.

Atribuindo rating ‘AAA-’, classificação que traduz a força da marca (Brand Strenght Score) e é sustentada pelas perspetivas de crescimento dos negócios, a consultora estratégica de marcas calcula o valor da marca Allianz em 45,2 mil milhões de dólares.

Allianz é Marca nº1 do mundo nos seguros pelo 3º ano seguido

Posicionando-se como nº1 dos seguros em diversos rankings de Marca nos últimos 3 anos, a companhia germânica continua a expandir negócio na gestão de ativos, gerindo atualmente uma carteira em torno de 2,5 biliões de euros (Total AuM), destaca o grupo segurador realçando que ao aproximar-se dos 39 mil milhões de euros, o valor da Marca cresceu 12% em 2022.

Em entrevista publicada no website Brand Finance, Serge Raffard, responsável pela estratégia de Marketing do grupo, e Christian Deuringer, Head of Global Brand & Marketing, Allianz, explicam o que distingue a Allianz e os elementos que conferem força à marca do grupo alemão.

O Ranking 500 da Brand Finance (2022) tem como marca mais valorizada do mundo a Apple (355 mil milhões de dólares), seguida da Amazon e Google. Por regiões, os EUA e a China mantêm-se dominantes, representando dois terços do valor global do ranking.

Ainda de acordo com a consultora especialista em avaliação de marcas, as alemãs Mercedes-Benz e Deutsche Telekom, valorizadas cada uma em mais de 60 mil milhões de dólares, são as mais valiosas entre marcas na Europa.

Fonte: https://eco.sapo.pt/2022/01/31/marca-allianz-avaliada-em-39-mil-milhoes-e-no1-do-mundo-nos-seguros/