Sobrevalorização das casas em Portugal bate recordes como nos países mais ricos da Europa

A sobrevalorização do preço das casas em Portugal está a bater recordes e é equiparável ao fenómeno que também afeta outros países da União Europeia (UE), sobretudo os mais ricos, entre eles alguns Estados nórdicos como Suécia ou Dinamarca, revela a Comissão Europeia (CE) num estudo abrangente sobre os desequilíbrios macroeconómicos na UE.

De acordo com Bruxelas, estamos a falar de sobrevalorizações nos preços médios do parque habitacional na casa dos 20% ou mais, situação que afeta economias como Suécia, Áustria, República Checa, Bélgica, Portugal, Países Baixos, Alemanha e Dinamarca. O caso mais atípico é o do Luxemburgo, onde a sobrevalorização habitacional supera já os 60%, indica a CE.

Em Portugal, o problema é especialmente grave, tendo em conta que se trata de um país mais pobre e com a característica de empréstimos à compra de habitação estarem maioritariamente indexados a taxas de juro variáveis [que com fim de um ano são atualizadas, por exemplo] o que, na atual conjuntura de subida rápida de taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Este agravamento do custo do dinheiro da zona euro pode resultar num aperto significativo nos orçamentos de muitas famílias portuguesas endividadas por causa da compra de casa. A Comissão alerta diretamente Portugal neste último ponto.

No âmbito da avaliação macroeconómica e orçamental do semestre europeu (novo ciclo de 2023), divulgado esta semana, Bruxelas repara que “em 2021, o crescimento dos preços deflacionados das casas [descontando o efeito da inflação, portanto o crescimento real, por assim dizer] ultrapassou o limiar de 6% em 14 Estados-Membros: Áustria, República Checa, Dinamarca, Estónia, Alemanha, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Eslovénia e Suécia”.

Além disso, “no segundo trimestre de 2022, os preços das casas ainda estavam a acelerar e a crescer mais de 20% em termos nominais face ao mesmo período do ano anterior na República Checa, Estónia, Lituânia e Hungria”.

“Noutros 12 Estados — Áustria, Bulgária, Croácia, Alemanha, Irlanda, Letónia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Eslováquia e Eslovénia — o aumento nominal dos preços situava-se entre 10% e 20%”.

Este inflacionamento dos preços da habitação permite à CE estabelecer um valor de referência, calcular um benchmark, ou seja, um valor para o referido fenómeno da sobrevalorização média que afeta cada um dos mercados nacionais.

Portugal lidera, está no grupo dos mais sobrevalorizados. “Os Estados-Membros com preços das casas sobrevalorizados em mais de 20% são Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia”, afirma Bruxelas.
Em cima disto, a CE avisa que “em Portugal, dois terços das hipotecas têm taxas de juro fixadas apenas até um ano, sendo que as restantes hipotecas têm na sua maioria taxas fixadas por um período entre um e cinco anos”.

Ora, se a maioria (cerca de 66%) dos contratos de crédito à habitação é revisto (atualizado) ao fim de um ano, isso aumenta imenso a referida exposição dos devedores portugueses à subida de taxas do BCE até que a inflação da zona euro (hoje acima dos 10%) regresse aos desejados 2%.

Depois de ter estado em 0% durante mais de seis anos (de 2016 a meados de 2022), o BCE começou o aperto monetário e a taxa de juro diretora de refinanciamento (o custo cobrado aos bancos comerciais da zona euro sempre que vão buscar fundos normais ao BCE) saltou já para 2%. E vai subir muito mais, de certeza, puxando pelas euribor, as principais taxas usadas no cálculo das prestações mensais que particulares e empresas têm de pagar aos bancos.

Além de Portugal, a Comissão avisa mais dois países por causa desta vulnerabilidade. “Em França e Suécia, a dívida das famílias está acima dos níveis prudenciais, o crédito às famílias é elevado e estima-se que a dívida dos particulares seja mais elevada no final de 2022 do que em 2019”.

No caso de França, “a maioria das hipotecas são a taxas fixas”. Na Suécia, “mais de dois terços das hipotecas têm taxas de juro variáveis com um período fixo apenas até um ano, o que expõe mais as famílias aos riscos de aumento das prestações bancárias devido às taxas de juro mais elevadas”, observa o executivo sediado em Bruxelas.

Esmiuçando o caso português

Voltando ao caso português, a Comissão diz que “em Portugal, as preocupações relacionadas com os rácios da dívida das famílias e das empresas não financeiras, do governo e da dívida externa em relação ao produto interno bruto (PIB) mantêm-se, embora estes rácios tenham retomado uma trajetória decrescente após a crise da covid-19”.

No entanto, “o aumento nominal dos preços das casas está a acelerar e surgiram sinais de sobrevalorização” nos preços praticados no momento da venda.

Assim, também se mantêm os “riscos associados aos ciclos de feedback financeiro e do sector público”. Isto é, apesar de o malparado não ser um problema grave (tem estado a descer), se a tendência continuar, a banca pode herdar um novo e grave problema decorrente de um eventual fluxo crescente de incumprimentos.

A referência ao setor público prende-se com o facto de os bancos deterem enormes quantidades de dívida soberana. Se as taxas de juro da República aumentarem de forma significativa, ou se o rating cair, o valor dos ativos detidos pelos bancos (obrigações do tesouro, por exemplo) desvaloriza-se e afetará negativamente o seu balanço. É essa a ideia do conceito de “feedback”.

Resumindo. Neste semestre europeu, a Comissão recorda que na ronda anterior do Procedimento por Desequilíbrios Macroeconómicos [onde está contido este problema do crédito e das casas], a Comissão efetuou uma revisão aprofundada e concluiu que Portugal registava desequilíbrios macroeconómicos”.

Tendo em conta que a situação não melhorou (pelo contrário), “este ano, a Comissão considera oportuno examinar a persistência de desequilíbrios ou o seu desenvolvimento numa revisão mais aprofundada, no caso de Portugal”.

“As preocupações com a evolução dos preços das casas estão a aumentar. O crescimento nominal dos preços da habitação acelerou de 8,8% para 9,4% em 2021”, “o seu crescimento homólogo nominal acelerou para 13,2% no segundo trimestre de 2022” e “os preços das casas encontram-se sobrevalorizados em cerca de 23% (2021)”.

E “com mais de dois terços das hipotecas indexadas a taxas de juro até apenas um ano”, reitera Bruxelas.

Fonte: https://www.dn.pt/dinheiro/sobrevalorizacao-das-casas-em-portugal-bate-recordes-como-nos-paises-mais-ricos-da-europa-15389361.html

Conselhos aos viajantes para o Qatar: o que precisa de saber?

O Campeonato Mundial da FIFA terá lugar no Qatar de 20 de novembro a 18 de dezembro de 2022. Se vai ao Qatar, tome nota do essencial que tem de saber segundo o Portal das Comunidades Portuguesas.

 

Requisitos de entrada

Deve instalar a aplicação Hayya no telemóvel. Esta é uma forma de identificação como espetador, que é imprescindível para entrar no Qatar a partir de 1 de novembro de 2022, mesmo que não tencione assistir a um jogo do Campeonato do Mundo. Este requisito deve manter-se até 23 de janeiro de 2023 e aplica-se a todos os visitantes. O Hayya também dá acesso a transportes públicos gratuitos em dias de jogos.

Deve instalar o Hayya com antecedência para evitar atrasos. De notar que o Hayya está exclusivamente reservado a portadores de bilhetes de jogos. Contudo, como acima se refere, a partir de 2 de dezembro de 2022 esta obrigatoriedade extingue-se e qualquer visitante pode descarregar a aplicação. Consulte o sítio oficial do portal Hayya para obter informações complementares e atualizadas em: https://hayya.qatar2022.qa.

Se estiver a planear viajar para outro local da região durante o torneio, deverá consultar a página “Conselhos aos Viajantes” do Portal das Comunidades, para cada país que planeia visitar ou transitar. Os requisitos de entrada, e as leis e costumes locais serão, provavelmente, diferentes de país para país.

Saúde

Antes de viajar para o Qatar, deverá munir-se de uma apólice de seguro de viagem que cubra despesas de saúde (incluindo infeção por COVID – 19). Convém ter presente que o tratamento médico de emergência no Qatar poderá ser dispendioso.

Deixou de ser obrigatória, desde 1 de novembro de 2022 , a apresentação de certificados de teste PCR/antigénio à chegada ao Qatar.

Consulte o sítio oficial do Ministério da Saúde do Qatar para monitorização de qualquer evolução em matéria de prevenção contra o COVID – 19 em: https://covid19.moph.gov.qa/EN/travel-and-return-policy/Pages/default.aspx

Acesso a espaços públicos

Recomenda-se, aos visitantes estrangeiros que queiram ter acesso livre a todos os espaços públicos no Qatar, a instalação nos seus dispositivos de telemóvel da aplicação Ehteraz.

Embora na maioria dos espaços públicos a apresentação daquela aplicação já não seja obrigatória desde 1 de novembro de 2022, poderá haver circunstâncias em que a mesma seja, contudo, solicitada. Para o fazer, o visitante deve ter/fazer o seguinte:

  • Cartão SIM de um dos fornecedores de serviços do Qatar (Ooredoo ou Vodafone) ou um cartão SIM internacional.
  • Ligação móvel à Internet.
  • O telemóvel deve suportar Android 6 e versões mais recentes, ou IOS 13.5 e versões posteriores.
  • Descarregar e instalar a aplicação no telemóvel através do Google Play, Apple App Store ou a partir de qualquer motor de busca on-line.
Bilhetes para os jogos

Deverá consultar o site da FIFA para obter informações sobre bilhetes e apenas comprar bilhetes de jogos a fornecedores oficiais. Os bilhetes de jogos comprados por meios não oficiais podem não ser válidos.

Alojamento

É obrigatório providenciar o seu alojamento para a sua estadia antes de viajar para o Qatar. A reserva de alojamento para o período do Campeonato do Mundo tem condições específicas, independentemente de o hóspede assistir ou não a jogos do torneio. O sítio oficial da agência de alojamento do Campeonato do Mundo será a principal plataforma de reservas, mas também estão disponíveis algumas opções alternativas.

Se planeia permanecer no Qatar por mais de 24 horas, terá de ter a sua reserva de alojamento validada durante a instalação da aplicação Hayya.

Se planeia ficar com amigos ou familiares no Qatar durante o torneio, então o seu anfitrião terá de registar o seu alojamento no portal Hayya.

Se tiver por objetivo entrar e sair do Qatar em menos de 24 horas, por exemplo para assistir a um dia de jogos, não precisará naturalmente de alojamento. No entanto, terá sempre de descarregar e instalar a aplicação Hayya e registar os seus dados de viagem.

Leis, usos e costumes locais

Familiarize-se com as leis e costumes locais e respeite-os. As leis e os costumes do Qatar são muito diferentes dos de Portugal. Deverão ser observados os princípios e regras locais para evitar melindres ou ofensas, especialmente se pretende visitar mesquitas ou áreas de culto afins.

A vida privada no Qatar é amplamente respeitada, mas qualquer intimidade entre pessoas em público pode ser considerada ofensiva, independentemente do sexo, orientação sexual ou intenção. As autoridades anfitriãs declararam que todos são bem-vindos ao Campeonato do Mundo.

Está vedada a importação de certos bens, tais como produtos de carne de porco, vapes e material audiovisual que possa ser entendido como pornográfico. A importação de bebidas alcoólicas para o Qatar é ilegal. Não será possível adquirir bebidas espirituosas nos aeroportos de trânsito com isenção de direitos aduaneiros para levar para o Qatar.

Está vedada a entrada no Qatar a portadores de estupefacientes, cujo desrespeito, ainda que referente a doses residuais, é, em regra, alvo de detenção e sentenças severas. Aconselha-se a consulta prévia sobre o transporte de quantidades elevadas de medicamentos psicotrópicos.

Bebidas alcoólicas

As autoridades do Qatar estão ainda a finalizar as políticas relativas à venda e consumo de bebidas espirituosas durante o Campeonato do Mundo. A sua disponibilização e regras associadas serão diferentes das dos anteriores Campeonatos do Mundo da FIFA. Até ao momento, há indicações de que o seu consumo irá será permitido nalguns estádios e zonas afins, mas continua-se a aguardar a confirmação das autoridades do Qatar a este respeito.

Atualmente, o álcool só está disponível aos visitantes em restaurantes e bares de hotéis licenciados. A idade legal para beber no Qatar é de 21 anos. É um delito beber álcool ou estar embriagado num local público.

Viajar pelo Qatar

Os estádios de futebol que serão utilizados para o Campeonato do Mundo encontram-se dentro de uma área sob gestão e controle da organização do torneio e das autoridades e as rotas de transporte estarão maioritariamente reservadas aos veículos autorizados (carros oficiais, polícia, ambulâncias, autocarros e veículos de transporte de carga) durante todo o torneio. Assegure-se das opções de transporte de que dispõe ao planear as suas deslocações durante o torneio e preveja filas e eventuais constrangimentos, particularmente nos dias de jogo. Recorda-se, como atrás se dispõe, que a aplicação Hayya dar-lhe-á acesso gratuito aos transportes públicos nos dias de jogo, incluindo autocarro, metro e elétrico.

Se planeia alugar um carro, verifique antecipadamente quais os documentos e informações de que a empresa de aluguer de automóveis irá necessitar.

A disciplina rodoviária é alvo de incumprimento com alguma frequência; as velocidades são elevadas e os acidentes são relativamente comuns. Se tiver um acidente, mantenha-se dentro ou junto do veículo até que a polícia chegue e o autorize a abandonar o local da ocorrência. Constitui uma infração deixar o local do acidente, mas se não houver feridos e for seguro fazê-lo, pode conduzir o veículo para um local mais seguro. Precisará de obter um relatório da polícia para efeitos de seguro.

O condutor e o passageiro do banco da frente devem usar sempre o cinto de segurança. Não deve utilizar um telemóvel enquanto conduz. Mesmo pequenas expressões de “raiva na estrada”, como gestos grosseiros, podem atrair penalidades significativas. Os infratores podem ser multados, presos e/ou deportados. Pode ser proibido de sair do país até que o seu caso seja resolvido.  Os casos mais graves podem demorar até 6 meses a serem objeto de decisão.

Recomenda-se extrema prudência aos peões no atravessamento de ruas e avenidas

Excursões para o deserto podem ser perigosas, a menos que efetuadas num veículo 4 x 4 devidamente equipado. Viaje sempre em comboio com outros carros, com abastecimento de água, comida e telemóvel, e informe familiares ou amigos dos planos de viagem.

É uma infração no Qatar beber e conduzir, sob tolerância zero. Conduzir sob a influência do álcool é punível com uma pena de prisão que pode ir de um mês a três anos, e com uma multa que pode variar entre QAR10.000 a QAR50.000, ou ambas. Os infratores também podem ser deportados.

Verifique a aplicação MeTrash2 antes de se dirigir ao aeroporto para abandonar o Qatar, uma vez que quaisquer violações de tráfego pendentes estarão ali disponíveis para consulta. Uma violação pendente pode resultar na sua detenção no departamento de imigração e na recusa de prosseguir a viagem. As multas por todas as violações devem ser pagas na totalidade antes da viagem.

 

A visibilidade internacional

Uma reflexão partilhada por Francisco Campilho

No início dos anos 90, Portugal aparecia semanalmente nos quadros de indicadores económicos e financeiros das economias emergentes publicados pela resista The Economist.

Na altura houve uma pequena polémica porque muitos leitores portugueses entendiam que, tendo em conta o desenvolvimento económico desses anos pós integração europeia, o nosso país já deveria estar classificado como emergente.

A revista analisou a situação e retirou Portugal do lote de economias em desenvolvimento, mas tendo em conta a dimensão da nossa economia, não o incluiu nos quadros de indicadores dos países desenvolvidos. E assim, de uma forma um pouco irónica, pelo nosso mérito, deixámos de ter visibilidade nas páginas de um dos semanários de maior prestígio internacional. Por outro lado, ganhou maior relevância as vezes em que passámos a ser objeto de um artigo ou a ser referidos em alguma estatística.

Serve este pequeno enquadramento para refletir que o mercado imobiliário português teve essa visibilidade internacional numa das recentes edições da revista. Olhando para a economia global, as perspetivas de evolução dos preços e da atividade imobiliária são de queda no curto e médio, prazos devido à subida das taxas de juro e ao consequente aumento de custos dos novos empréstimos hipotecários e também aos atuais que estejam indexados. Juntando este efeito ao do aumento do custo de vida, a situação agrava-se para as famílias nos próximos tempos.

A revista atualiza um ranking de 17 países de acordo com três indicadores de risco da habitação. O primeiro é o aumento recente dos preços (2019-2T2022), estando mais vulneráveis a um arrefecimento os mercados em que esse aumento se verificou no período da pandemia. Portugal, com um crescimento de preços de 45,3% nesse período, ocupa o primeiro lugar deste critério seguindo do Canadá com 41,7%.

A Espanha apresenta o valor mais baixo com 5,3% de aumento. O segundo indicador é o nível de endividamento medido pela % da dívida das famílias em relação ao rendimento líquido disponível.

Neste critério, Portugal apresenta um valor de 126% e fica colocado quase a meio da tabela, em 8º lugar.

A Dinamarca com 249% ocupa o primeiro lugar, sendo a Itália, com 91%, o país com menor risco neste fator.

Por último, o terceiro fator é o aumento das taxas de juro dos bancos centrais no período entre janeiro de 2021 e outubro 2022, ficando neste caso Portugal empatado com as restantes economias da Zona Euro com um aumento de 1,25%. O maior aumento verifica-se na Nova Zelândia com 3,25% e o menor na Dinamarca com 0,65% de aumento nesse período. Neste fator, torna-se muito relevante a velocidade de transmissão de aumentos de taxas aos proprietários. Portugal, com uma taxa de empréstimos indexados elevada, à semelhança de outros países europeus como a Suécia, sobe assim no ranking do risco. Globalmente, o nosso país aparece como o 9º país mais exposto ao risco imobiliário. A economia com maior risco é o Canadá e a que apresenta um menor risco é a Itália. A maior parte dos países europeus apresenta um risco menor, resultado de menores crescimentos de preços e menores rácios de endividamento.

É importante referir que no estudo anterior, publicado uma edição de maio deste ano, Portugal não era referido. Será esta visibilidade fruto apenas de um aumento de risco? Penso que o nosso mercado ganhou quando se tornou mais internacional porque grande parte das transações que sustentam estes aumentos de preços são operações com investidores estrangeiros. Deste ponto de vista os critérios utilizados poderão ser menos relevantes para prever a tendência de evolução do nosso mercado.

Texto: Francisco Campilho Administrador – Delegado da VICTORIA Seguros

Fonte: 17ª Coluna de Opinião no Público Imobiliário

 

A. Octávio Seguros celebra 30 anos – Vídeo Institucional

No passado dia 22 de setembro, a nossa empresa celebrou os 30 anos da sua existência. Contamos com um dia incrível na companhia dos nossos clientes, amigos e parceiros.

Parabéns a nós e parabéns a vocês!

Tem a certeza que a sua carta de condução está válida? Saiba aqui o que deve fazer

Milhares de pessoas continuam a conduzir com o título de condução caducado em Portugal. Houve alterações legislativas nos anos de 2008 e 2012, mas o documento não sofreu alterações. Os valores das multas oscilam entre os 120 e os 600 euros.

Grupo 1

A primeira renovação para os condutores do grupo 1 (AM, A1, A2, A, B1, B e BE, ciclomotores e tratores) que tenham tirado a carta antes de 2 de janeiro de 2013 deve ser feita aos 50 anos; os habilitados depois de 2 de janeiro de 2013 devem atender à data que consta no título; e os que a tiraram após 30 de julho de 2016 devem fazê-lo de 15 em 15 anos, até perfazerem os 60 anos.

Grupo 2

Os condutores do grupo 2 (C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D e DE) que tenham tirado a carta antes de 2 de janeiro de 2013 têm de a renovar pela primeira vez aos 40 anos; os habilitados depois de 2 de janeiro de 2013 respeitam a data que consta no título; e os que tiraram a carta depois de 30 de julho de 2016 devem renovar de cinco em cinco anos, até completarem 70 anos.

Multas

Qualquer pessoa que conduza com a carta caducada pode pagar entre 120 euros (valor mínimo) e 600 euros (valor máximo) de coima. A pena de prisão até dois anos ou multa até 240 dias aplica-se a quem tem o título caducado há mais de dez anos ou conduz sem carta.

Reaver

Quem deixar passar menos de dois anos sem renovar a carta pode fazê-lo sem qualquer agravante, a não ser uma possível multa. O processo custa 30 euros.

Se passar mais de dois anos (até um limite de cinco), o condutor terá de fazer uma prova prática.

Quem ultrapassar os cinco anos (até um limite de dez), tem de completar uma formação do IMT e fazer um exame.

Mais de dez anos, requer tirar novamente a carta de condução.

Ajuda

O condutor com dúvidas pode pedir ajuda a escolas de condução, ao IMT ou mesmo à Deco. Consulte os simuladores disponíveis.

 

Fonte: https://www.jn.pt/nacional/tem-a-certeza-que-a-sua-carta-de-conducao-esta-valida-saiba-aqui-o-que-deve-fazer-15348744.html

Euribor em novos máximos desde o início de 2009

As taxas Euribor subiram, nesta terça-feira, de novo a três, seis e 12 meses para novos máximos desde o início de 2009.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, subiu hoje para 2,316%, mais 0,020 pontos e um novo máximo desde janeiro de 2009.

A média da Euribor a seis meses subiu de 1,596% em setembro para 1,997% em outubro.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a Euribor avançou hoje, ao ser fixada em 2,846%, mais 0,026 pontos do que na segunda-feira e um novo máximo desde janeiro de 2009.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 2,233% em setembro para 2,629% em outubro.

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também avançou hoje, ao ser fixada em 1,791%, mais 0,049 pontos do que na segunda-feira e um novo máximo desde março de 2009.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

 

Fonte: https://www.jn.pt/economia/euribor-em-novos-maximos-desde-o-inicio-de-2009-15329491.html

Número de utentes a aguardar vaga em Cuidados Continuados cresceu 88%

O número médio de utentes a aguardar vaga para entrar na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) aumentou 88% em Portugal entre 2019 e 2022, revela um relatório da Convenção Nacional da Saúde hoje divulgado.

No mesmo período, a região do Algarve foi a que apresentou um maior aumento relativo de utentes a aguardar vaga para entrar na RNCCI (+207%), contrastando com a região do Alentejo (-8%), adianta o Relatório de Avaliação de Desempenho e Impacto do Sistema de Saúde (RADIS), apresentado hoje na reunião Convenção Nacional da Saúde, que está a decorrer na Ordem dos Médicos, em Lisboa.

Segundo os dados, o número médio de utentes que aguarda vaga para entrar na RNCCI subiu de cerca de 35% em 2019, para cerca de 60% em 2022.

O documento revela ainda que 8,7% dos internamentos em Portugal têm critérios sociais e não clínicos devido à falta de resposta de RNCCI ou por incapacidade familiar.

Analisando o envelhecimento da população, o documento refere que “em todo o país existem mais idosos do que jovens abaixo dos 15 anos”.

Em 2021, o índice de envelhecimento (considerando a população total portuguesa) era de 183 idosos por cada 100 jovens, indica o documento, realçando que a região mais envelhecida do país é o Alto Tâmega, onde existem 384 idosos por cada 100 jovens.

Por oposição, a região menos envelhecida é a Região Autónoma dos Açores, com um índice de 114.

Os dados indicam que existem oito unidades territoriais com um índice de envelhecimento superior a 250: AltoTâmega, Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo, Douro, Médio Tejo e Alto Minho.

No entanto, há 15 regiões em Portugal cujo número de pessoas acima de 65 anos é superior ao dobro do número de jovens até 14 anos.

 

Fonte: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/numero-de-utentes-a-aguardar-vaga-em-cuidados-continuados-cresceu-88-desde-2019