Acidente automóvel com triângulo de emergência

Bateram-lhe no carro e fugiram? Saiba o que deve fazer

O fundo de garantia automóvel indemniza as vítimas de acidentes quando o culpado é desconhecido ou não tem seguro. Mas acionar o fundo não é fácil. Conte com requisitos apertados e tempos de espera elevados.

Este fundo público, gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, indemniza as vítimas pelos danos resultantes de acidentes de viação em que o responsável é desconhecido ou não tem seguro válido. Existe desde 1979 e é financiado por todos os condutores com seguro automóvel, revertendo 2,5% do prémio anual do seguro obrigatório para o fundo.

Direito a indemnização? Nem sempre

As indemnizações podem atingir 1 milhão de euros para danos materiais e 5 milhões de euros, se forem corporais. Quando o valor a pagar às vítimas é superior, o capital é distribuído proporcionalmente ao valor que cada uma deveria receber.

Há direito a indemnização por danos corporais quando:

  • se desconhece o responsável pelo acidente ou este não tem seguro válido;
  • a seguradora do culpado está insolvente.

No caso de danos materiais, o fundo indemniza quando:

  • se conhece o responsável pelo acidente, mas este não tem seguro válido;
  • se desconhece o responsável e haja direito a indemnização por danos corporais significativos (por morte, internamento hospitalar por 70 dias ou mais, incapacidade temporária absoluta superior a 60 dias ou incapacidade permanente igual ou superior a 15%);
  • o veículo causador do acidente não tem seguro válido, foi abandonado no local do acidente e a polícia elaborou o auto e confirmou o abandono.

Como participar o acidente

Nos serviços da Av. da República, 59, em Lisboa, ou na Rua Júlio Dinis, 127, no Porto. Também pode descarregar os formulários em asf.com.pt e enviá-los por correio ou para fga@asf.com.pt. Além dos dados do acidente, do lesado e do veículo responsável, inclua uma descrição e um esboço do acidente, identifique as testemunhas e inventarie os danos materiais.

O fundo marca a peritagem até dois dias úteis após a participação, tendo um prazo de 8 a 12 dias para a concluir. O relatório é emitido até quatro dias depois.

O fundo tem 32 dias úteis, após a participação, para informar o lesado e o responsável (quando conhecido) se paga o arranjo do veículo.

Em caso positivo, o responsável pelo sinistro tem cinco úteis para contestar e apresentar eventuais provas. Por sua vez, o fundo tem dois dias úteis para tomar uma decisão final.

Se o fundo assumir a responsabilidade, deve pagar a reparação no prazo de oito dias úteis. Posteriormente, pode exigir o reembolso do montante, acrescido de juros de mora, ao proprietário ou condutor do veículo causador do acidente.

Havendo danos corporais, o fundo tem 60 dias após a participação para pedir exames. A avaliação dos danos corporais é feita por um perito médico. Quantificados os danos, tem um prazo de 45 dias para comunicar se assume a responsabilidade e apresentar uma proposta de indemnização.

In Executive Digest

dinheiro

Seguradoras pagaram 4,45 mil milhões no 1º semestre

Depois de uma quebra de dois meses, no fim do primeiro semestre os custos das companhias com sinistros já estão ao nível do ano passado. O efeito da pandemia parece estar ultrapassado.

Os dados de sinistralidade do primeiro semestre do ano revelam que, apesar da subida dos custos para as seguradoras registados no início do ano e a baixa de acidentes durante o período da pandemia, o nível de indemnizações voltou a subir em junho, acima do normal, o que faz o nível de custos com sinistros estar ao nível de igual período do ano passado.

No conjunto dos ramos Vida e Não Vida o valor total dos pagamentos das seguradoras atingiu 4,45 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um valor superior em 1% ao registado em igual período de 2019. O ramo Vida aumentou 1%, enquanto os ramos Não Vida reduziram os custos para as seguradoras em 0,5% no semestre.

No ramo Vida existiu uma baixa generalizada das seguradoras, que resultam de indemnizações devidas pelos efeitos das apólices (como pagamentos em caso de morte da pessoa segura) ou de resgates, de levantamentos antecipados de valores investidos planeados para disponibilização em data posterior.

No primeiro semestre deu-se uma subida de 56,4% no pagamento de PPR certamente relacionada com a facilidade dada pelo governo ao permitir o resgate sem penalização fiscal, para permitir às famílias fazer face aos efeitos da pandemia e do confinamento obrigatório e das eventuais perdas de rendimentos daí decorrentes.

Ainda na vida os produtos de capitalização conduziram a pagamentos 18,4% inferiores, estes investimentos seguem uma tendência de abandono causado pelo ambiente de baixas taxas de juro e fracos rendimentos que daí proporcionam, principalmente quando as seguradoras deixaram de garantir, tal como os bancos, rendimentos mínimos para os produtos.

Os seguros de risco puro, muito associados a créditos à habitação, crédito ao consumo e cartões de crédito, também sofreram uma quebra nos pagamentos por parte das seguradoras em 11,8% no semestre face ao ano passado. Os produtos de rendas vitalícias mantiveram o nível de pagamentos.

Sinistros em Não Vida descem 0,5% no semestre, mas sobem 21,8% em junho

O último mês do primeiro semestre trouxe um crescimento dos custos das seguradoras, nos ramos Não Vida, de 21,8% superior face ao ano passado. No mês de junho, os custos com sinistros em acidentes de Trabalho já só foram inferiores em 9,3% comparado com junho de 2019 (a diferença tinha sido de -25% em maio), em saúde a baixa foi de apenas 2,8%, mas em contrapartida os custos com o ramo automóvel subiram 15,7%. Em incêndios e outros danos (onde se incluem os produtos multirisco) quadruplicaram os pagamentos relativos a empresas e subiram 20,7% os custos relativos a habitação e condomínios.

Subida substancial também aconteceu em Responsabilidade Civil Geral, ficando apenas o ramo de transportes como o único em que as indemnizações quase não aconteceram refletindo as paragens da atividade económica verificada na maioria do tempo deste primeiro semestre.

In Eco.Sapo

Companhias de Seguros vão devolver dinheiro aos segurados

Companhia de seguros vão devolver dinheiros aos segurados


Saiba o que é que as grandes seguradoras estão a fazer para reembolsar o seguro automóvel.

As maiores companhias de seguros a operar no mercado português vão compensar os segurados que, em tempos de pandemia Covid-19, acabaram por reduzir o tráfego e por essa via promoveram a redução da sinistralidade. Abaixo vamos mostrar o que é que a Fidelidade, Tranquilidade, Zurique e Allianz vão fazer para beneficiar os seus clientes.

Se, de acordo com os dados da Associação Portuguesa de Seguros (APS), 7.227.335 carros, em Portugal, estavam segurados em 31 de março. Desses, 4,4 milhões estavam assegurados pela Fidelidade, Tranquilidade, Zurique e Allianz. Sendo na sua grande maioria, veículos ligeiros de passageiros. Em virtude da pandemia COvid-19 e das limitações impostas pelo estado de emergência, entre elas a mais importante, o confinamento, as companhias de seguros decidiram ajudar os seus clientes. Para isso, as companhias de seguros decidiram flexibilizar as obrigações financeiras dos segurados, antecipando-se assim às diretivas da ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, entidade que regula o setor segurador em Portugal.

Relatório de maio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR)

Tal como já dissemos, a redução da sinistralidade foi extremamente acentuada no período em que os Portugueses estiveram confinados. Mas, o relatório de maio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), veio confirmar que nos primeiros cinco meses deste ano, comparado com o período homólogo, uma melhoria significativa dos principais indicadores de sinistralidade.

  1. -63,8% de acidentes com vítimas;
  2. -48,7% de vítimas mortais;
  3. Redução de 57% de feridos graves e de 67,9% de feridos leves, relativamente ao período homólogo.

Face a estes resultados, as companhias de seguros, aqui indicadas, por livre iniciativa e as outras, obrigadas por imposição da ASF, tomaram a iniciativa de flexibilizar o relacionamento com os clientes.

Não obstante a vontade das seguradoras, havia a necessidade de um enquadramento legal para que essa ajuda pudesse ocorrer.

Observe-se o seguinte exemplo: A imperatividade absoluta de o início ou a renovação da cobertura de um risco ser precedida do pagamento do respetivo prémio é de lei. Quer isto dizer que, o regime legal comum do pagamento do prémio de seguro, por si só, impedia as seguradoras de flexibilizar os pagamentos.

Como é que se ultrapassa esta questão legal?

Para que as seguradoras pudessem proceder à desejada flexibilização com os clientes, cumprindo os preceitos legais, a ASF produziu a legislação necessária que permite às companhias de seguros manter os seguros de automóvel válidos sem pagamento atempado. Assim, esta medida permite que possa decorrer uma negociação entre a companhia de seguros e o seu segurado no sentido de encontrarem um acordo flexível para os pagamentos dos prémios. Se esse acordo não fosse alcançado entre as partes, os segurados teriam sempre direito a mais 60 dias de prazo de pagamento para além da data de vencimento do prémio ou da fração devida.

Como é que estas companhias de seguros vão compensar os segurados?

Tal como já referimos, são cerca de 20 as companhias de seguros que nos ramos não vida operam no segmento de seguro automóvel. As companhias que decidiram antecipar-se às diretivas da ASF foram a Fidelidade, Tranquilidade, Zurich e Allianz. É igualmente importante destacar que estas fazem parte do grupo das cinco maiores companhias de seguros a operar no ramo não vida, no segmento seguro automóvel e em conjunto detêm 62% da quota de mercado.

20 Milhões da Fidelidade

A Fidelidade observou que o número de sinistros de automóveis registados durante o estado de emergência diminuiu. Em consequência dessa redução, a Fidelidade decidiu atribuir nos seguros automóvel, que se encontrem sem sinistros na anuidade que está em vigência, um bónus adicional no prémio da próxima anuidade.

Estes bónus vão recair sobre os seguros automóvel cujas renovações vão ocorrer entre 1 de julho de 2020 e 30 de junho de 2021, desde que os segurados não tenham tido nenhum sinistro automóvel na atual anuidade.

Assim, à tarifa habitual que é usada para calcula do prémio de seguro, a Fidelidade vai aplicar um bónus extra, que vai implicar uma redução direta no valor do prémio de seguro. Esse bónus será maior ou menor, entre 5% a 15%, em função do número de anos sem sinistros.

Não pense que a Fidelidade se fica pelos bónus acima descritos. Isto porque, a seguradora criou, para os clientes que já atingiram o patamar máximo de bonificação, dois níveis extra de bonificação. Condição que permite um desconto máximo de 55% no prémio de seguro a pagar. De referir que este bónus incide apenas nas seguintes coberturas: Responsabilidade Civil, Choque Colisão e Capotamento e Proteção de vida ao Condutor.

Declarações da fonte da Fidelidade

Segundo fonte da seguradora, “A fidelidade devolve assim aos seus clientes automóvel, neste contexto, um valor global de mais de 20 milhões de euros, sendo esta também uma forma de contribuir para a atenuação dos impactos económicos negativos que este contexto trouxe e que já estão a ser sentidos por muitas famílias e empresas”.

Acrescentado que a Fidelidade assumiu, assim que legalmente possível, a suspensão automática de anulações, “alargando significativamente o período de pagamento dos seguros, permitindo assim aos clientes, com o apoio dos nossos parceiros, gerir o pagamento em função dos impactos do contexto Covid-19”. “Esta medida surgiu para fazer face às necessidades de tesouraria mais prementes das empresas mas também dos clientes particulares”. A fonte adiantou ainda que o número de clientes abrangido era de cerca de dois milhões de clientes particulares e 300 mil empresas.

Opção diferente da Tranquilidade/Generali

A Companhia de seguros Tranquilidade/Generali, criou um mecanismo diferente do da Fidelidade. A seguradora afirma que, “a redução dos prémios do seguro automóvel devido à imobilização dos veículos/redução da sinistralidade está a ser considerada pela companhia e o cálculo dessa redução tem em conta fatores como o período efetivo de confinamento e a redução de sinistralidade estimada”.

Para esta seguradora, a redução do valor do prémio irá incidir sobre a totalidade do prémio. Ou seja, ao contrário do que acontece na Fidelidade, esta redução vai incidir em todas as coberturas e não só na responsabilidade civil. A sua materialização será processada de duas formas, ou seja, sob a forma de estorno – devolução de fundos – ou a redução do prémio na anuidade seguinte.

Relativamente ao alargamento dos prazos de anulação de seguro, ajustamento das regras de subscrição de apólices e o alargamento de garantias foram o pacote de medidas, com efeito imediato, tomadas pela seguradora. Assim, o prazo de anulação de apólice foi alargado para 60 dias, mas só os recibos emitidos após 15 de fevereiro de 2020, ou seja, ainda antes da publicação da Lei criada para a pandemia Covid-19. De assinalar que este período de exceção perdura até 30 de setembro.

Renovação é a proposta da Zurich

A companhia de seguros Zurich segue uma linha de apoio ao cliente diferente de todas as outras companhias aqui representadas. Ou seja, a Zurich criou o “Bónus de Renovação Zurich” que é o estorno, na renovação da apólice de seguro automóvel, de 5% do prémio anual, ficando limitado a um valor mínimo de 5€ a um máximo de 20€. Já para o cliente empresarial, o bónus vai de 10€ no mínimo e até 50€ máximo. Segundo José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal, “o cliente não precisa de fazer nada para beneficiar do Bónus de Renovação Zurich”.

A seguradora vai proceder ao pagamento do “Bónus de Renovação Zurich” que incide sobre todo o prémio, ou seja, sobre todas as coberturas, por transferência bancária para as apólices em que o pagamento seja por débito direto e por carta cheque para as restantes apólices. Este bónus poderá ser acumulado com outras bonificações e cumulativo à normal bonificação por via da ausência de sinistralidade.

Segundo José Coutinho, o “Bónus de Renovação Zurich” vai de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2020 e aplica-se às apólices de automóvel, a todos os clientes individuais e empresariais. O mais importante é que, para se ter acesso ao “Bónus de Renovação Zurich”, os clientes não podem ter tido sinistros registados durante o período de estado de emergência. Salienta ainda que a Zurich canalizou para este bónus oito milhões de euros.

Allianz prepara um pacote de medidas de apoio ao segurado

As medidas da Allianz vão desde a não cobrança, devoluções e descontos futuros. Desde o início da decretação do estado de emergência, as ações da Allianz começaram com a suspensão do pagamento dos prémios aos clientes que deixaram de poder circular por imposição legal.

Segundo José Francisco Neves, membro do Comité Direção da Allianz Portugal, “as ações serão sempre tomadas de acordo com a especificidade do nosso cliente e do momento que vivemos. Não existem fórmulas globais, tratamos os casos de forma individual”. Acrescentando ainda que, “todas as medidas que foram tomadas passaram pela não cobrança de um determinado período, devolução de valores e lançámos também um processo de manutenção dos nossos clientes, que pode permitir a redução dos prémios no momento da renovação”.

Relativamente à forma de cálculo usada pela Allianz, José Francisco Neves diz que, “todos os cálculos efetuados pela Allianz Portugal têm por base modelos técnicos. Os eventuais ajustes de prémio são assim também calculados com estes mesmos modelos técnicos, mas também tendo em conta a especificidade de cada cliente e do momento em que estamos a viver”. Daí saliente que cada caso é um caso: “O modelo de negócio da Allianz Portugal tem por base a existência do Intermediário. Todas as ações relacionadas com os nossos clientes são efetuadas de acordo e com a participação dos nossos mediadores”.

In Automóveis Online

carro sem sinistro

É isto que as grandes seguradoras estão a fazer para reembolsar o seguro automóvel

As maiores seguradoras querem compensar os segurados pela redução da circulação e da sinistralidade durante a pandemia. Veja o que estão a fazer a Fidelidade, Tranquilidade, Zurich e a Allianz.

Se a 31 de março existiam 7.227.335 veículos segurados em Portugal segundo dados a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), as seguradoras Fidelidade, Tranquilidade, Zurich e Allianz estavam certamente a garantir a cobertura de mais de 4,4 milhões desses veículos, na sua grande maioria automóveis ligeiros. Perante a situação pandémica, confinamento e estado de emergência, as seguradoras em geral tomaram a iniciativa de flexibilizar as obrigações financeiras dos segurados, antecipando-se às diretivas da ASF, entidade reguladora do setor.A redução da sinistralidade foi evidente, mas o relatório de maio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o mais recente, confirma que nos primeiros cinco meses deste ano, comparando com o mesmo período de 2019, observou-se uma melhoria nos principais indicadores de sinistralidade: menos 4.531 acidentes com vítimas (-32,8%), menos 63 vítimas mortais (-32,5%), menos 226 feridos graves (-26,8%) e menos 5.824 feridos leves (-35,0%).

Ainda segundo a ANSR, no período em que vigorou o Estado de Emergência, 19 de março a 2 de maio, este decréscimo acentuou-se através de um decréscimo em todos os indicadores de sinistralidade: Menos 63,8% de acidentes com vítimas, menos 48,7% de vítimas mortais, uma redução de 57% de feridos graves e de 67,9% de feridos leves, relativamente a igual período do ano passado.

Perante esta evidência, as seguradoras em geral tomaram a iniciativa de flexibilizar o relacionamento com os clientes. No entanto, era preciso enquadramento legal para se poder ajudar. Por exemplo, é de lei a imperatividade absoluta de o início ou a renovação da cobertura de um risco ser precedida do pagamento do respetivo prémio. Ou seja, o regime legal comum do pagamento do prémio de seguro impedia as seguradoras de flexibilizar os pagamentos.

Para ultrapassar a situação, a ASF produziu legislação que permitia às seguradoras manter válidos seguros automóvel sem pagamento atempado, permitindo que existisse uma negociação entre segurador e segurado no sentido de encontrarem um acordo flexível para os pagamentos dos prémios. Caso esse acordo não fosse obtido, os segurados teriam sempre direito a mais 60 dias de prazo de pagamento para além do data do vencimento do prémio ou da fração devida.

São cerca de 20 as companhias de seguros que fazem seguros automóvel. O ECOseguros apurou junto da Fidelidade, Tranquilidade, Zurich e Allianz, que são quatro das cinco maiores neste ramo, representando 62% do mercado, como vão compensar os seus segurados.

Fidelidade devolve mais de 20 milhões de euros

Constatando a redução na sinistralidade automóvel registada durante o estado de emergência, a Fidelidade está a atribuir aos clientes de seguro automóvel, sem sinistros na anuidade em curso, um nível adicional de bonificação no cálculo do prémio do seu seguro na próxima anuidade.

Assim, nas renovações do seguro automóvel que ocorram entre 1 de julho de 2020 e 30 de junho de 2021, caso os clientes não tenham tido nenhum sinistro na anuidade em curso, à normal bonificação por ausência de sinistralidade prevista no contrato de seguro, está a ser atribuído um nível adicional de bonificação, com impacto direto na redução do prémio do seguro e que varia em função dos anos sem sinistros, com decréscimos, na maioria dos casos, entre 5 e 15%.

Para os clientes que tenham já atingido o nível máximo de bonificação, a seguradora criou dois níveis adicionais, o que possibilita um desconto de 55% no prémio referente às coberturas de Responsabilidade Civil, Choque Colisão e Capotamento e Proteção Vital do Condutor.

A Fidelidade devolve assim aos seus clientes automóvel, neste contexto, um valor global de mais de 20 milhões de euros, sendo esta também uma forma de contribuir para a atenuação dos impactos económicos negativos que este contexto trouxe e que já estão a ser sentidos por muitas famílias e empresas”, afirma fonte da companhia.

A Fidelidade assumiu, logo que foi legalmente possível, a suspensão automática de anulações, “alargando significativamente o período de pagamento dos seguros, permitindo assim aos clientes, com o apoio dos nossos parceiros, gerir o pagamento em função dos impactos do contexto Covid-19”. “Esta medida surgiu para fazer face às necessidades de tesouraria mais prementes das empresas mas também dos clientes particulares”, conclui a mesma fonte que adiantou um número de dois milhões de clientes particulares e 300 mil empresas potencialmente beneficiados com esta flexibilidade acrescida.

Tranquilidade/Generali devolverá em dinheiro ou dá desconto

A Tranquilidade/Generali afirma que “a redução dos prémios do seguro automóvel devido à imobilização dos veículos/redução da sinistralidade está a ser considerada pela companhia e o cálculo dessa redução tem em conta fatores como o período efetivo de confinamento e a redução de sinistralidade estimada”.

Segundo a companhia, a redução incidirá sobre a totalidade do prémio e não apenas sobre a componente de responsabilidade civil e sua materialização vai ser processada sobre a forma de estorno (devolução de fundos) ou redução do prémio na anuidade seguinte.

O alargamento dos prazos de anulação de apólices, o ajustamento das regras de subscrição dos seguros, e o alargamento de garantias foram medidas imediatas tomadas pela companhia que alargou o prazo de anulação para 60 dias para todos os recibos emitidos após 15 de fevereiro, ainda antes da publicação do lei específica relativa à pandemia. Este período de exceção dura até 30 de setembro.

Zurich: Bónus de Renovação atinge 700 mil apólices

“O cliente não precisa fazer nada”, diz José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal, para beneficiar do “Bónus de Renovação Zurich”, pacote de compensações previstas pela seguradora suíça para fazer à situação pandémica. Segundo o gestor, o valor a estornar para o cliente individual situa-se, em média, em 5% do prémio anual, estando limitado a um mínimo de 5 euros e um máximo de 20 euros. Para o cliente empresarial, o valor mínimo por apólice é de 10 euros até um máximo de 50 euros.

O pagamento do “Bónus de Renovação Zurich” que incide sobre todo o prémio será feito por transferência bancária nas apólices que sejam pagas por débito direto e por carta cheque para as restantes apólices. O bónus é cumulativo à normal bonificação por ausência de sinistralidade já prevista nos contratos automóvel.

José Coutinho nota ainda que o “Bónus de Renovação Zurich” aplica-se de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2020 para todos os clientes com apólices automóvel, tanto individuais como empresariais, que não registaram sinistros durante o estado de emergência. O gestor lembra que a 27 de abril de 2020, ainda durante o estado de emergência, a Zurich foi a primeira seguradora que lançou uma medida direcionada aos clientes com apólices automóvel, tanto individuais como empresariais, que não registassem sinistros durante o estado de emergência. “Canalizámos oito milhões de euros para este bónus”, conclui José Coutinho.

Não cobrança, devoluções e descontos futuros na Allianz

A Allianz começou por suspender o pagamento dos prémios aos clientes que deixaram de poder circular por imposição legal, afirma José Francisco Neves, membro do Comité Direção da seguradora alemã em Portugal, acrescentando que “as ações serão sempre tomadas de acordo com a especificidade do nosso cliente e do momento que vivemos. Não existem fórmulas globais, tratamos os casos de forma individual”.

No entanto, adianta que “todas as medidas que foram tomadas passaram pela não cobrança de um determinado período, devolução de valores e lançámos também um processo de manutenção dos nossos clientes, que pode permitir a redução dos prémios no momento da renovação”.

Quanto ao cálculo das reduções, José Francisco Neves refere que “todos os cálculos efetuados pela Allianz Portugal têm por base modelos técnicos. Os eventuais ajustes de prémio são assim também calculados com estes mesmos modelos técnicos, mas também tendo em conta a especificidade de cada cliente e do momento que estamos a viver”. Daí que saliente que cada caso é um caso: “O modelo de negócio da Allianz Portugal tem por base a existência de um Intermediário. Todas as ações relacionadas com os nossos clientes são efetuadas de acordo e com a participação dos nossos mediadores”, conclui.

in Eco

Medicamentos, máscara e vacina covid-19

Lloyd’s vai segurar distribuição da vacina da Covid-19

A seguradora londrina vai montar um sindicato de subscritores para cobrir o risco de armazenar e transportar a vacina para países emergentes.

A seguradora Lloyd’s of London criou um sindicato de subscrição para coberturas para riscos relacionados com a distribuição da vacina para a Covid-19 em países em desenvolvimento, assim a vacina exista.

O novo sindicato foi desenhado pela insurtech Parsyl e por alunos do Lloyd’s Lab em parceria com a Ascot, uma managing agente e em cooperação com a AXA XL, a McGill and Partners e a Gavi – Vaccine Alliance, instituição pública-privada lançada pela Melinda & Bill Gates Foundation.

novo sindicato, designado Syndicate 1796, começará a aceitar subscrições em outubro próximo e significa o início do GHRF – Global Health Risk Facility do Lloyd’s, instrumento concebido para fornecer serviços de mitigação e cobertura de riscos ao esforços de fabrico e distribuição da vacina de combate ao coronavírus.

É a primeira vez que um sindicato do Lloyd’s é criado em resposta a uma emergência de saúde a nível mundial. Para Seth Berkeley, CEO of Gavi – Vaccine Alliance, “estamos hoje focados em tornar disponível uma vacina para a Covid-19, mas temos um desafio igual e em conseguir distribuí-la”, acrescentando que “seja esta vacina ou imunizações para crianças, estes produtos salvadores de vidas são colocados em risco ao viajarem milhares de kms pelo mundo até atingirem comunidades remotas em África ou na Ásia”, conclui.

In Eco

Mulher com máscara a pôr desinfetante

Covid-19: Proteção facial, máscaras e proteção respiratória

Estabelecer controlos apropriados no local de trabalho para reduzir a probabilidade de disseminação da Covid -19 é fundamental no regresso dos colaboradores ao local de trabalho.

Embora os controlos de engenharia e os controlos administrativos devam ter prioridade, é importante considerar também a disponibilização de EPIs — Equipamento de proteção individual.

Introdução

 A prevenção e/ou mitigação da disseminação da Covid-19 entre os colaboradores depende, em parte, dos planos de intervenção que as empresas venham a implementar. Embora os controlos administrativos e de engenharia de risco sejam consideradas mais eficazes para minimizar a exposição à Covid-19,os equipamentos de proteção individual (EPI) também são necessários uma vez que por si só os controlos poderão não ser suficientes. Os EPIs adequados e corretamente usados, ajudam na prevenção do vírus, no entanto, não devem em caso algum substituir outras estratégias de prevenção.

 

Discussão

 Ao decidir se os colaboradores deverão utilizar ou não proteção facial, máscaras ou proteção respiratória, é importante garantir que os controlos administrativos e de engenharia de risco sejam cumpridos. Durante um surto como a Covid-19, as recomendações para os EPIs e outras medidas de proteção específicas para o desempenho de tarefas pode mudar, dependendo do impacto da Covid-19 na sua zona geográfica, atualizações nas avaliações de risco e de novas informações sobre a eficácia dos EPIs. Outros fatores decorrentes da comunidade em que a empresa se insere poderão influenciar as estratégias que poderão ter que ser ajustadas à medida que a situação evolui. Ao determinar o uso dos EPIs, proteções faciais, máscaras e/ou proteção respiratória, as empresas deverão ministrar formação sobre como usar corretamente os EPIs aos seus colaboradores, devendo os mesmos ser:

  • Selecionados com base na exposição do colaborador
  • Colocados corretamente e recolocados conforme aplicável (no caso dos respiradores)
  • Usados sempre e corretamente, quando necessário
  • Devidamente substituídos e descartados

 

Orientação

 As orientações podem variar com base no nível de exposição de cada local de trabalho, na disseminação do vírus na comunidade, no número de casos no local de trabalho e/ou nível de exposição que os colaboradores têm à Covid-19.

Para perceber corretamente se as proteções faciais, máscaras ou proteção respiratória são necessários na empresa, é importante perceber o nível de risco de exposição (conforme definido pela OSHA – Occupational Health and Safety Adminsitration) que os colaboradores têm em relação ao vírus. A maioria dos ambientes, que não sejam de cuidados de sáude, encontram-se abaixo do nível de risco médio sendo considerados de baixa exposição.

 

Após a implementação dos controlos administrativos e de engenharia de risco, poderá ainda ser necessários implementar controlos adicionais, como o EPI – Equipamento de proteção Individual. Caso haja necessidade de recorrer ao uso de proteções faciais, máscaras ou respiradores, é importante perceber as diferenças de cada artigo, bem como os requisitos de utilização dos mesmos.

 

Conclusão

 Os EPIs – Equipamentos de proteção individual são apenas um elemento para proteger efetivamente os trabalhadores de uma determinada exposição ao risco. Sempre que se tomem decisões sobre a necessidade de revestimentos faciais, máscaras ou respiradores no local de trabalho, muitos fatores devem ser tidos em consideração. É necessário recordar que os controles de engenharia de risco e administrativos devem ser sempre considerados antes de se recorrer ao EPI, este é a última linha de defesa.

É importante que as Empresas baseiem as suas decisões em factos adequados tendo em conta o seu ambiente condições de trabalho.

 

Referências

Occupational Health and Safety Administration (OSHA). Guidance on Preparing Workplaces for COVD-19; OSHA 3990-03. (2020).

Centers for Disease Control and Prevention. Use of Cloth Face Coverings to Help Slow the Spread of COVID-19. (2020).

Food and Drug Administration. N95 Respirators and Surgical Masks (Face Masks). (2020).

Centers for Disease Control and Prevention. Understanding the Difference. (2020)

 

In Zurich

Crianças em guerra de almofadas

10 Dicas para uma maior proteção das crianças em tempo de férias

O ano de 2020 tem sido até agora repleto de desafios: após um período de confinamento social implementado como medida de contenção do contágio da Covid-19, vivemos agora numa fase em que as famílias portuguesas tentam, a pouco e pouco, adaptar-se a novas rotinas, quer em casa, no trabalho ou até mesmo ao ar livre.

Mas há coisas que não mudam, tais como os cuidados que devemos ter com as nossas crianças. Com o fim da telescola e a entrada no período de férias de verão, os mais novos passam a estar mais disponíveis para as suas atividades de lazer e, igualmente, mais expostos aos riscos. Para evitar qualquer tipo de acidente e garantir que os seus filhos se possam divertir com total conforto e segurança, comece por explicar-lhes quais os cuidados a ter dentro e fora de casa. Mais do que transmitir estes ensinamentos, importa mostrar-lhes como se faz, pois esta é a forma mais eficaz das crianças interiorizarem as recomendações. Importa também contextualizá-las de que passamos por um momento diferente daquele que vivíamos há alguns meses e, por isso, os nossos cuidados de proteção e higienização devem ser redobrados.

Assim, ficam 10 recomendações que pode seguir e até mesmo sugerir aos seus familiares e amigos que também tenham crianças em casa.

 

1.  Sempre de vigia

Assegure-se que a criança está sempre vigiada, sobretudo se a criança ainda não tem idade escolar. Caso tenha de se ausentar, certifique-se que outro adulto está atento à criança;

2. Iluminação

Consoante o local onde a criança brinca ou faz outras atividades, mantenha sempre o espaço bem iluminado para que a criança possa ver com total clareza tudo o que a rodeia e, assim, prevenir quedas ou outros acidentes, sobretudo se tem escadas ou declives em casa;

3.  Proteção de objetos

Coloque objetos como facas, garfos, fósforos, isqueiros, medicamentos, produtos químicos, entre outros, fora do alcance da criança, de preferência em armários altos ou trancados. Da mesma forma, evite ter os fios dos eletrodomésticos à vista ou em locais de passagem, e garanta que todas as tomadas têm um protetor instalado;

4.  Quedas

Para diminuir o risco de queda, opte por tapetes antiderrapantes nas diversas divisões da casa e, simultaneamente, evite que o chão da casa de banho e da cozinha esteja molhado. Mantenha as janelas fora do alcance das crianças, deixando-as fechadas e trancadas e evite colocar sofás e cadeiras perto destas;

5. Kit de primeiros socorros

Tenha sempre em casa um kit de primeiros socorros, que deverá incluir pensos rápidos, ligaduras elásticas, soro fisiológico, pomada cicatrizante, água oxigenada, betadine, entre outros. Para além disso, anote a morada e os contactos dos hospitais, centros de saúde e postos de atendimento médico próximos do seu local de residência, para a eventualidade de ocorrer uma emergência;

6. Segurança rodoviária

Caso saia à rua com a sua família para dar um passeio, aproveite o momento para ensinar à criança quais as principais regras rodoviárias a seguir enquanto peão, nomeadamente respeitar a sinalização (semáforos e sinais verticais), utilizar sempre os caminhos pedonais, prestar atenção à estrada antes de atravessar a passadeira, entre muitas outras;

7. Proteções individuais

Se o passeio implicar a utilização de bicicletas, trotinetes, patins ou skates, importa que a criança esteja sempre protegida com um capacete e até mesmo com umas joalheiras e cotoveleiras, para que o risco de traumatismo seja menor no caso da criança cair. Se optar por ir à praia ou à piscina, providencie uma boia e/ou umas braçadeiras à criança, para evitar o risco de afogamento. De qualquer forma, ambos os cenários não dispensam uma atenta vigilância da criança;

8. No automóvel

Se o passeio for de automóvel, certifique-se que a criança viaja com o cinto de segurança corretamente colocado ou que utiliza uma cadeira auto homologada, no caso de ter menos de 12 anos de idade ou uma altura inferior a 1,35 metros. A criança apenas pode viajar no banco da frente com mais de 12 anos ou com a altura mencionada;

9. Covid-19

Perante o contexto atual, aproveite para explicar à criança quais os cuidados a ter para prevenir o contágio do Covid-19, nomeadamente:

  • lavar as mãos com frequência.
  • utilizar o cotovelo para tossir.
  • não tocar na cara.
  • manter uma distância de segurança entre as pessoas, sobretudo com quem não viva na mesma casa.
  • Pode ainda sensibilizar a criança para usar a máscara respiratória em locais com maior afluência de pessoas.

Aos poucos, a criança vai interiorizando estes hábitos;

10.  Seguro familiar

E porque assegurar a proteção da nossa família nunca é demais, pondere contratar um seguro de proteção de família, que com uma única apólice segura até cinco membros do agregado familiar.

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