Seguro Automovel

Carta verde do seguro do carro mudou de cor, mas dístico mantém-se

O Certificado Internacional de Seguro Automóvel, usualmente designado por carta verde, passou, desde 1 de julho, a ser impresso em folha branca, mantendo a verde apenas o dístico destacável.

“Se imprimir a carta verde a partir do site da seguradora, o documento é válido?” Esta é uma pergunta recorrente de quem tem um carro. No final de junho, surgiu a resposta. As seguradoras enviaram uma SMS a informar os clientes de que, a partir de 1 de julho, o Certificado Internacional de Seguro Automóvel, usualmente designado por carta verde, deixaria de ser impresso em folha verde para passar a sê-lo em folha branca, mantendo a verde apenas o dístico destacável.

Mas e os documentos emitidos anteriormente a esta data são válidos até à data de renovação do seguro automóvel?

Sim, são válidos. E caso a apólice tenha o prémio fracionado, as cartas verdes emitidas após 1 de julho, sê-lo-ão já no novo modelo. Esta alteração visa simplificar e flexibilizar alguns procedimentos, em prol dos clientes e beneficiários dos seguros. Agora, as cartas verdes podem ser enviadas por meio eletrónico e a preto e branco, para imprimir, o que permite contornar eventuais atrasos dos correios.

O sistema de carta verde é uma convenção internacional, denominada Convenção multilateral de garantias, que tem por objetivo facilitar o transporte rodoviário. Nos países aderentes a este sistema, a carta verde comprova que o veículo tem seguro obrigatório. Saiba quais são os países que aderiram à carta verde.

 

In Executive Digest

Acidente automóvel

O que fazer em caso de acidente automóvel?

Sabe o que fazer em caso de acidente automóvel? Convém seguir alguns passos neste tipo de situação, de acordo com a gravidade. Saiba como proceder.

Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o número de mortos nas estradas portuguesas diminuiu 7% no ano de 2019 em relação a de 2018, totalizando 472 vítimas mortais. Porém, o número de acidentes de automóvel aumentaram em 2% (mais 2664) para um total de 135.063, o que perfaz uma média de 370 por dia.

São muitas as circunstâncias que podem causar um sinistro. Enquanto condutor, deve ter noção dos comportamentos de risco a evitar, tais como condução sob a influência de álcool ou estupefacientes, usar o telemóvel ao volante, excesso de velocidade, falta de preparação perante condições climatéricas adversas, entre outros.

Além dos potenciais danos resultantes de um acidente, esta pode ser uma experiência traumática e os envolvidos por desconhecimento, ansiedade ou pânico podem não saber o que fazer.

Acima de tudo, a primeira coisa a fazer em caso de acidente automóvel, é manter a calma. Claro que este conjunto de conselhos muda consoante o grau de gravidade e de outras circunstâncias. Não custa nada estar o mais informado possível.

 

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE AUTOMÓVEL

Antes de enumerar os passos, relembramos que cada caso é um caso e as pessoas têm formas diferentes de reagir ao acidente, podendo impossibilitar seguir passo por passo os seguintes conselhos. Portanto, os mesmo estão enumerados por importância, embora, dependendo das circunstâncias, não precisa segui-los pela sua ordem.

  1. Após o acidente é importante manter a calma e ser cordial de modo a evitar conflitos com o outro condutor e/ou passageiros. Relembre-se que há autoridades competentes para verificar quem tem razão e quem não a tem.
  2. Depois, deve desligar o automóvel e vestir o colete refletor e assinalar o local do acidente, posicionando o triângulo de sinalização a cerca de 30 metros. Se as condições atmosféricas o exigirem, ligue as luzes intermédias e, se não houver nenhum impeditivo, acione os quatro piscas. Se o acidente ocorrer numa autoestrada, os cuidados terão de ser redobrados.
    Na eventualidade de haver feridos, perigo de explosão ou derramamento de óleo ou combustível, ligue imediatamente para as autoridades competentes (GNR ou PSP), assim como o 112.
  3. Avalie os danos materiais. Com o colete refletor vestido analise o estado do veículo e, se possível, fotografe ou anote os danos e o local onde se verificam.
  4. Após esta fase, deve então procurar trocar dados e tentar chegar a acordo com o condutor do outro veículo (no caso de haver um choque de só duas viaturas). Deve nessa fase recolher a identificação dos condutores, o contacto telefónico e e-mail dos mesmos, a matrícula dos veículos envolvidos no acidente e a seguradora de cada um. Também é aconselhável identificar e apontar um contacto de potenciais testemunhas.
  5. Caso os condutores cheguem a acordo, basta preencher a declaração amigável. Porém, se os mesmos estiverem em discordância, cada um deve preencher e assinar o seu próprio formulário de Declaração Amigável e entregá-lo à seguradora do outro veículo.
    Tirar fotografias torna-se ainda mais imperativo nestas circunstâncias, como comprovativo dos danos e do local do acidente, para posteriormente permitir uma melhor análise dos factos. Aconselha-se nestas situações e caso tenham havido danos pessoais, a presença da polícia para evitar conflitos desnecessários.

Na eventualidade de nenhum dos condutores possuir uma folha de declaração amigável, opte por utilizar uma folha em branco, para descrever como ocorreu o acidente e também os danos provocados. Este documento deve ser assinado por todos intervenientes – depreenda-se quem conduzia. Relembramos novamente que é fulcral ter os dados dos condutores, dos veículos e os números das apólices.

Identificação dos intervenientes

A recolha dos dados dos envolvidos no acidente é necessária. Tanto os dados de condutores, como de testemunhas oculares. E claro, os dados dos veículos envolvidos. Os dados a recolher para os sinistrados são:

  • Nome
  • BI/CC
  • Carta de condução
  • Contatos
  • Morada

Identificação dos veículos

  • Marca
  • Modelo
  • Cor
  • Matrícula
  • Número da Apólice de Seguro
  • Dados da Seguradora

Caso os envolvidos no acidente cheguem a acordo sobre as circunstâncias do mesmo, procede-se ao preenchimento da Declaração Amigável do Acidente Automóvel (DAAC). Cada interveniente assina a declaração e fica com um exemplar, para entregar nas seguradoras.

Alguns conselhos para este procedimento

  • Com ou sem declaração, deve tirar fotografias aos carros acidentados e à cena do sinistro de vários ângulos. As mesmas podem acompanhar a declaração e ser uma ajuda preciosa caso a situação seja mais complicada;
  • Não está a declarar culpa ao assina a declaração;
  • Caso ninguém tenha cópias da declaração, uma descrição detalhada do que ocorreu pode ser feita numa folha de papel, mas tem de ser obrigatoriamente assinada pelos condutores envolvidos.

 

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE: DEPOIS DA OCORRÊNCIA

Depois do acidente, tem o prazo legal de 8 dias para informar a sua seguradora ou a do outro veículo (dependendo das circunstâncias). A partir daí, no âmbito de uma peritagem (avaliação do acidente), ambas as seguradoras poderão pedir-lhe mais dados sobre a sua declaração do acidente, mas deixa de ter qualquer outro dever.

Com a declaração preenchida corretamente, assinada pelos intervenientes e desde que não hajam feridos e danos materiais superiores a 15 mil euros, o caso para a ser regido pela Indemnização Direta ao Segurado (IDS) – o nome atibuído ao acordo entre todas as seguradoras envolvidas num sinistro, que visa facilitar e acelerar a indeminização ou o arranjo do seu automóvel.

Na eventualidade de haver mais de dois veículos envolvidos, a declaração estar mal preenchida, existirem danos físicos a situação não será regida pela IDS. Nesses casos, deve, então, fazer uma participação à seguradora da outra parte, através do verso da declaração amigável e ainda anexar um pedido de peritagem.

O que fazer em outras circunstâncias não previstas pela IDS?

Em todas as circunstâncias não previstas pela Declaração Amigável (como com veículos velocipédicos e motos) deve sempre chamar a polícia.

Porém, mesmo que o responsável do acidente não tenha seguradora, há formas de conseguir ser ressarcido. Nestes casos, deverá contactar o Fundo de Garantia Automóvel. Este é fundo público autónomo, gerido pelo Instituto de Seguros de Portugal, que garante a reparação dos danos corporais e materiais resultantes de acidentes de viação, nas circunstâncias em que o responsável pelo acidente não tenha seguro.

Finalmente, quando o acidente ocorre devido a problemas e anomalias na via, deve chamar as autoridades competentes: concessionária da auto-estrada, Polícia Municipal ou Brigada de Trânsito. Nestas situações não se esqueça, novamente, de fotografar as circunstâncias para apresentar queixa nos locais devidos.

in Ekonomista

Allianz decifra cenário global seguros

Allianz traça cenário pós-Covid. Mercado europeu de seguros cresce 2,2% por ano até 2030

O mais recente relatório da Allianz SE decifra o cenário global dos seguros na próxima década. Na Europa, o volume de prémios pré-Covid poderá ser reposto em 2022 e crescer 2,2% por ano até 2030.

 

O documento faz a retrospetiva do desempenho do setor em 2019, perspetiva recuperação lenta no cenário incerto da coronomics e, em linha com o que já era assumido, coloca a Ásia a emergir como região dominante no futuro.

Globalmente, o setor começou 2020 “em boa forma”, após crescer 4,4% em prémios de seguro em 2019, fixando o melhor registo dos últimos quatro anos e a apoiar-se no desempenho do segmento Vida (apesar da desaceleração face a 2018), e no acréscimo de 4,3% no negócio não Vida (P&C). Pela primeira vez desde 2015, a evolução relativa do ramo Vida superou não Vida, embora por margem mínima, conduzindo a um global mundial de 3,9 biliões de euros em prémios (2,4 biliões Vida e 1,5 biliões no negocio propriedade e danos), explicam os especialistas da Allianz Research.

Depois de breve abordagem à evolução do mercado na última década, – com recursos linguísticos que remetem para o imaginário de James Bond, em particular o filme “007 Skyfall” (Sam Mendes, 2012) – o documento analisa os efeitos da emergência súbita da pandemia (covid-19), já considerada a maior catástrofe de sempre entre os eventos que a indústria de seguros alguma vez enfrentou.

Allianz Insurance Global Report 2020 foi lançado no arranque do segundo semestre (1 de julho), e equipara o efeito demolidor da pandemia na indústria de seguros à queda de um meteorito na Terra. 2020 é um “ano perdido”, confirma o mais recente estudo da gigante alemã estimando que o sopro do novo coronavíus rapa, só este ano, o equivalente a 9,2% do que foi a produção mundial de seguros em 2019.

 

Covid-19 come 360 mil milhões de euros em prémios de seguros

A pandemia do novo coronavírus (Covid19) “atingiu o mundo como um meteorito” lê-se no documento. Assumindo como certo que a paragem súbita da atividade económica global abalou a tendência na procura de seguros, a Allianz antevê que o volume de prémios vai encolher 3,8% em 2020, com o segmento Vida a sofrer mais (-4,4%) do que o negócio P&C (-2,9% face a 2019). Estimando ainda que o impacto da pandemia no setor será três vezes maior ao da crise financeira global, cerca de uma década atrás, os autores do estudo sustentam que, face à tendência de crescimento pré-Covid, a pandemia deverá rapar, só em 2020, cerca de 360 mil milhões de euros do agregado global de prémios de seguro (250 mil milhões no ramo vida e o restante em P&C).

A analogia entre a caracterização do impacto da crise sanitária global e a obra do cinema surge logo com a expressão usada para complemento de título no Allianz Insurance Report 2020 – Skyfall. Imaginar um meteorito (covid19) que desaba sobre o mundo (e a indústria dos seguros), associando a ideia à construção skyfall revela-se adiante como inspiração na saga do agente 007. Por isso, o documento aproveita o título do filme em que M. (Ma’am, protagonizado por Judi Dench) e Bond (Daniel Craig) são confrontados com a maior ameaça de sempre aos serviços de informação da Coroa britânica: um ataque terrorista à sede da agência MI6.

Sendo postulado consensual na indústria seguradora que a evolução do negócio segue a par e passo com a atividade económica, após o diagnóstico (que só pode ser preliminar), o relatório antecipa que será mais difícil recuperar do impacto devastador da pandemia do que foi reerguer-se da crise financeira global de há uma década.

Por linhas de negócio, o relatório refere que impacto covid-19 apresenta-se, em termos globais, “fortemente negativo” em particular para o ramo Vida (produtos unit linked) e nos seguros Viagem, com diagnóstico até ligeiramente positivo nas linhas Vida mais tradicionais e seguros saúde, e levemente ou apenas “negativos” nas restantes categorias de seguro (Vida e não Vida).

Regionalmente, o mercado da Europa ocidental (que em 2019 cresceu 4,3%, contra 3,8% no ano anterior), com 5,1% mais prémios no segmento Vida e 2,5% em P&C (desacelerando face aos 3,5% de incremento em 2018) fechou 2019 com mais de um bilião (1 063 000 000 000 euros) em prémios de seguro (27% do total mundial) e quase 3/4 do volume total gerado pelos 4 grandes (Reino Unido, França, Alemanha e Itália). Para o “ano perdido” de 2020, o relatório projeta quebra 4,7% em receitas de prémios na Europa, com o setor Vida a encolher perto de 5%. No entanto, espera-se que a recuperação comece em 2021 e que os níveis de negócio pré-Covid (em volume de prémios) possam ser recuperados em 2022.

O crescimento médio anual do mercado do mercado europeu rondará os 2,2% até 2030, cerca de metade face à média dos últimos cinco anos.

Ilustrando o relatório com infográficos e recursos linguísticos que transitam do espaço ficcional à realidade dos números, a Allianz reafirma não ter dúvidas de que 2020 está perdido e considera que, agora, o mais interessante é olhar em frente. Assim, o estudo procura perspetivar o futuro até 2030, identificar condicionamentos e as novas fronteiras da indústria.

 

Ásia regressa mais forte e decide quem domina o futuro

A Ásia emergirá da pandemia mais forte e a progredir mais rápido do que os restantes blocos regionais, vaticina o estudo.

Podendo crescer 8,1% por ano até 2030, a Ásia (sem o Japão) deverá alcançar uma taxa de crescimento 2x superior ao do mercado global, creem os autores do relatório. Puxada pela China (a crescer dois dígitos por ano e com Hong Kong no topo do ranking mundial em termos de taxa de densidade e penetração em seguros), a Ásia acrescentará perto de 1,3 biliões de euros ao conjunto global de prémios, o dobro do da América do Norte e quatro vezes mais do que a Europa Ocidental.

A crescente classe média asiática desempenhará cada vez mais o papel de consumidor de último recurso com uma enorme procura reprimida, refletindo fracos sistemas de segurança social e lacunas de proteção em catástrofes naturais, saúde, reforma e mortalidade”. Em consequência e sem o Japão, o peso da região no volume global de prémios de seguro aumentará de 24,2% (2019) para 35,3% (2030).

Até 2030, o conjunto de prémios de seguro na China aumentará em 777 mil milhões de euros, um volume que iguala a dimensão do Reino Unido, França, Alemanha e Itália em conjunto. “A China e a Ásia emergirão ainda mais fortes do que antes da crise atual,” aponta a Allianz.

Em consequência desta dinâmica, a quota da Europa ocidental no mercado global de seguros tenderá a diminuir (de 27% em 2019, para 21% em 2030), enquanto a Ásia reforça a sua posição, pela China (dos 12% atuais para 21% do total mundial em 2030), apoiada pelo “resto da Ásia” (sem China e Japão), cuja quota passará de 12% para 16%. O conjunto asiático (China, Japão e resto da Ásia) responderão por 41% do mercado mundial, enquanto a América do Norte deverá encolher dos atuais 34%, para 30% em 2030.

 

Tendências e pilares. Três

Depois, reafirmando o que já têm assinalado outros estudos do setor, a Allianz recorda que o eixo da indústria continuará a deslocar-se para a Ásia, antecipando-se que o poder de compra emergente das famílias da região seja o novo suporte para impulsionar a procura global seguros. Em terceiro lugar, a instituição germânica aponta a crescente importância dos fatores ESG (sigla internacional para sustentabilidade e responsabilidade nas áreas ambiental, social e de governance).

Elaborado com a contribuição de duas dezenas de economistas e especialistas da Allianz e da participada Euler Hermes, o relatório recupera títulos e ideias para, a cada passo, voltar ao arquivo do agente secreto britânico. Na generalidade dos capítulos que compõem o documento (em língua inglesa), a escolha dos títulos não falham o propósito criativo de ligar ao universo do agente 007: License to insure; Tomorrow never dies; Money? Peny?; No time to die.

Tal como no 23º filme da longa série do agente 007, o relatório (sem qualquer nota que o confirme) parece sugerir que a pandemia – enquanto catástrofe – se tornará uma assombração do passado, uma crise superada.

No cenário até 2030, os critérios de sustentabilidade emergem como o fator diferenciador liderado pelos europeus e a marcar uma nova era na atividade de subscrição: a dos “impactos”. O ESG não se reduz ao tema “verde” ou a uma questão de reputação, é transversal a toda a economia, abre oportunidades e constitui elemento crítico do ponto vista do risco e de sustentabilidade das seguradoras, adverte o relatório.

10 dicas para garantir férias seguras para os mais novos durante a pandemia

10 dicas para garantir férias seguras para os mais novos durante a pandemia

Em casa ou na rua, as circunstâncias atuais obrigam a cuidados especiais quando o tema é as férias das crianças. A pensar nos dias de calor e de descanso que se avizinham (ou que são já uma realidade para algumas pessoas), a Zurich Portugal reuniu 10 dicas para tornar as férias mais seguras.

“Para evitar qualquer tipo de acidente e garantir que os seus filhos se possam divertir com total conforto e segurança, comece por explicar-lhes quais os cuidados a ter dentro e fora de casa. Mais do que transmitir estes ensinamentos, importa mostrar-lhes como se faz”, explica a seguradora. Será também relevante esclarecer qual o motivo para estes cuidados adicionais.

1. Assegure-se que a criança está sempre vigiada, sobretudo se a criança ainda não tem idade escolar. Caso tenha de se ausentar, certifique-se que outro adulto está atento à criança;

2. Consoante o local onde a criança brinca ou faz outras actividades, mantenha sempre o espaço bem iluminado para que a criança possa ver com total clareza tudo o que a rodeia e, assim, prevenir quedas ou outros acidentes, sobretudo se tem escadas ou declives em casa;

3. Coloque objectos como facas, garfos, fósforos, isqueiros, medicamentos, produtos químicos, entre outros, fora do alcance da criança, de preferência em armários altos ou trancados. Da mesma forma, evite ter os fios dos electrodomésticos à vista ou em locais de passagem e garanta que todas as tomadas têm um protector instalado;

4. Para diminuir o risco de queda, opte por tapetes antiderrapantes nas diversas divisões da casa e, simultaneamente, evite que o chão da casa de banho e da cozinha esteja molhado. Mantenha as janelas fora do alcance das crianças, deixando-as fechadas e trancadas e evite colocar sofás e cadeiras perto destas;

5. Tenha sempre em casa um kit de primeiros socorros, que deverá incluir pensos rápidos, ligaduras elásticas, soro fisiológico, pomada cicatrizante, água oxigenada, betadine, entre outros. Para além disso, anote a morada e os contactos dos hospitais, centros de saúde e postos de atendimento médico próximos do seu local de residência, para a eventualidade de ocorrer uma emergência;

6. Caso saia à rua com a sua família para dar um passeio, aproveite o momento para ensinar à criança quais as principais regras rodoviárias a seguir enquanto peão, nomeadamente respeitar a sinalização (semáforos e sinais verticais), utilizar sempre os caminhos pedonais, prestar atenção à estrada antes de atravessar a passadeira, entre outras;

7. Se o passeio implicar a utilização de bicicletas, trotinetes, patins ou skates, importa que a criança esteja sempre protegida com um capacete e até mesmo com umas joalheiras e cotoveleiras, para que o risco de traumatismo seja menor no caso de a criança cair. Se optar por ir à praia ou à piscina, providencie uma boia e/ou umas braçadeiras à criança, para evitar o risco de afogamento. De qualquer forma, ambos os cenários não dispensam uma atenta vigilância da criança;

8. Se o passeio for de automóvel, certifique-se que a criança viaja com o cinto de segurança correctamente colocado ou que utiliza uma cadeira auto homologada, no caso de ter menos de 12 anos de idade ou uma altura inferior a 1,35 metros. A criança apenas pode viajar no banco da frente com mais de 12 anos ou com a altura mencionada;

9. Perante o contexto actual, aproveite para explicar à criança quais os cuidados a ter para prevenir o contágio do Covid-19, nomeadamente lavar as mãos com frequência, utilizar o cotovelo para tossir, não tocar na cara e manter uma distância de segurança entre as pessoas, sobretudo com quem não viva na mesma casa. Pode ainda sensibilizar a criança para usar a máscara respiratória em locais com maior afluência de pessoas. Aos poucos, a criança vai interiorizando estes hábitos;

10. A Zurich indica ainda para ponderar contratar um seguro de protecção de família, que com uma única apólice segura até cinco membros do agregado familiar.

10 dicas para manter a casa segura:Riscos comuns em casa e como evitá-los.

10 dicas para manter a casa segura: os riscos mais comuns e como evitá-los

A casa, como tudo em geral, necessita de alguns cuidados regulares e de algumas manutenção, para evitar danos no futuro.

A casa, como tudo em geral, necessita de alguns cuidados regulares e de algumas manutenção, para evitar riscos desnecessários. A pensar num lar mais protegido e seguro, a Zurich Portugal preparou uma lista de 10 dicas fundamentais que agora reproduzímos na íntegra.

10 riscos e 10 dicas para uma casa segura

  1. Para te protegeres de riscos elétricos, evita utilizar tomadas ou extensões danificadas, procurando substituí-las assim que possível. Assegura-te de que as tomadas e extensões não entram em contacto direto com a água. Caso necessites de efetuar mais do que uma ligação elétrica, opta por adquirir uma extensão com o número de entradas necessárias e não pela sobreposição de extensões;
  2. Para prevenir avarias nos eletrodomésticos, efetua uma limpeza e manutenção regulares, mantém-nos longe de fontes de calor ou de humidade, especialmente na cozinha e casa de banho e quando tiveres de te ausentar por longos períodos de tempo desliga-os sempre que possível. Quando fores de férias, não é aconselhável deixar os equipamentos em stand-by. Para garantir um maior ciclo de vida dos eletrodomésticos consulta o manual de instruções. Em caso de avaria, o melhor será contactar um técnico especializado;
  3. Em relação ao risco de incêndio, o recomendável é que guardes sempre os produtos inflamáveis longe de fontes de calor, que vigies o fogão sempre que estiver ligado e, no caso de cheirar a gás, deves fechar rapidamente a válvula de segurança e contactar um técnico especializado. Agenda verificações periódicas do sistema elétrico da tua habitação, de forma a identificar eventuais anomalias;
  4. No caso do risco de danos por água, como o entupimento de canos, a recomendação passa por utilizar um filtro no lavatório da cozinha e na casa de banho, de modo a prevenir que restos de sujidade se acumulem nos canos, como restos de comida ou cabelos. Aproveite também para limpar os canos com produtos indicados para esse fim;
  5. Para o risco de danificação do mobiliário, durante as limpezas ou mudanças, verifica se o mobiliário fixo – aparafusado e encastrado – se encontra bem montado, de forma a prevenir quedas e danificações.
  6. Para evitar quedas ou acidentes dentro de casa, mantém-na sempre arrumada e livre de objetos no chão, incluindo cabos de extensões elétricas. Opta por aplicar tapetes antiderrapantes nas diversas divisões da casa e tem especial cuidado com o chão molhado na casa de banho e cozinha;
  7. No caso de teres um jardim, faz uma manutenção regular do espaço de modo a reduzir o risco de deterioração e a danificação dos arbustos, sebes, árvores, mobiliário de exterior ou outros componentes;
  8. Importante também é a prevenção do risco de roubo. Para maior segurança da tua habitação e da tua família, não abras a porta de casa ou do prédio a quem não conheces e, sempre que estiveres fora ou dentro de casa, fecha a porta à chave. No caso de ires de férias ou de te ausentares por um longo período, informa as autoridades de segurança e os teus vizinhos, para que possam estar atentos a movimentações suspeitas;
  9. Para ste precaveres relativamente ao risco de tempestades, mantém-te atento às previsões meteorológicas e segue as recomendações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Proteção Civil;
  10. Para te protegeres de todos os riscos já enumerados, é recomendável contar com um seguro multirrisco para a habitação que garanta a proteção da tua casa, dos teus bens e, claro, da tua família.

in idealista.pt

Há 2.800 sinistros automóvel por dia. 8% podem ser fraudulentos

Foram mais de um milhão os sinistros automóveis em 2019 que resultaram num custo médio de 1.290 euros por ocorrência. As fraudes podem atingir 90 milhões de euros por ano.

Houve 1.036.354 sinistros automóveis declarados às seguradoras em 2019, indica um estudo agora publicado pela APS – Associação Portuguesa de Seguradores. Em outro relatório a APS, que agrega a informação de todas as seguradoras presentes no mercado português, havia indicado que os custos com sinistros atingiram 1,29 mil milhões de euros ao longo do ano passado, o que significa que cada sinistro custou às seguradoras nacionais, em média, um valor de 1.244 euros.

O relatório da APS Indicadores de Gestão do ramo Automóvel, divulgou os números finais do ano de 2019. Foram produzidos (vendidos) seguros auto no valor de 1,833 mil milhões de euros um valor 4,7% superior ao verificado em 2018. Deste valor cerca de 403 milhões de euros resultaram de novos contratos e 1,43 mil milhões de renovações. Ainda segundo a APS, existiam 7,474 milhões de veículos segurados em 2019 que, em média, pagaram um prémio anual de quase 250 euros, um preço 3,5% superior aos 241,57 euros pagos por veículo, em média, em 2018.

Em relação a sinistros o relatório aponta para 1,036 milhões de ocorrências, menos 2,2% que em 2018, dos quais 43.500 tiveram danos corporais como consequência. O número de mortes resultantes destes acidentes foi de 506, menos 6,1% que os 539 registados no ano anterior.

Do valor de custos com sinistros verificados em 2019 no ramo automóvel, no total de 1,29 mil milhões de euros, cerca de 889 milhões de euros foram pagamentos das seguradoras por efeito de responsabilidade civil, vulgarmente designado seguro contra terceiros e 336 milhões foram indemnizações devidas por coberturas normalmente conhecidas por danos próprios ou, erradamente, por contra todos os riscos.

Fraudes podem atingir 92,5 milhões de euros por ano

Um fator a juntar às informações sobre o seguro automóvel é a suspeita registada no relatório Fraudes aos Seguros, também da autoria da APS, revelador de em 2018 (últimos dados disponíveis), 80.154 dos sinistros ocorridos no ramo automóvel terem sido considerados suspeitos de fraude às companhias e, desses, 9.209 casos foram mesmo confirmados e registados como crime de fraude.

Em 2018 foram participados às seguradoras 1.059.876 sinistros e o pagamento de indemnizações totalizou 1,224 mil milhões de euros, o que significa um valor médio por sinistro, em 2018, de 1.154 euros. Utilizando este valor médio pode ser tirada a conclusão que os sinistros suspeitos de serem fraudulentos atingiram 92,5 milhões de euros e os confirmados como fraude totalizaram 10,5 milhões de euros em 2018. Sendo o seguro automóvel um dos ramos menos rentáveis do setor, o elevado volume de fraudes – entre simulação de acidentes e reparações indevidas – resulta inevitavelmente no aumento dos prémios a cobrar a todos os segurados.

in eco.sapo.pt

Recessão prolongada e proteccionismo entre as principais preocupações dos analistas de risco

Relatório do World Economic Forum identifica vários riscos a nível mundial nos próximos 18 meses decorrentes da pandemia do novo coronavírus. Especialistas ouvidos pelo JE dizem que as tendências são transversais a Portugal e alertam ainda para a necessidade de incorporar riscos ambientais como “prioridade”.

 

Recessão prolongada, perda de emprego, protecionismo e outro surto de doença infecciosa. São estas as principais preocupações a curto prazo que os analistas de risco identificam para os próximos 18 meses a nível mundial, segundo o relatório “Covid-19 Risks Outlook: a preliminary mapping and its implications”, do World Economic Forum.

O relatório publicado nesta terça-feira, apoiado pela consultora Marsh e da seguradora Zurich, identifica também entre os riscos de longo-prazo níveis elevados de desemprego, sobretudo junto dos jovens, falências e consolidação da indústria, falha na recuperação das indústrias e perturbação nas cadeias de abastecimento.

As dificuldades económicas e o descontentamento social que, segundo o relatório, irão aumentar nos próximos 18 meses a menos que líderes mundiais, empresas e decisores políticos trabalhem juntos para gerir as consequências da pandemia, são transversais às preocupações portuguesas, segundo os analistas.

“Os riscos são globais e estão totalmente interligados. Ou seja, mesmo que um risco seja mais provável de acontecer num determinado continente, há de certeza outros continentes que vão sentir os seus impactos”, diz Edgar Lopes, chief risk officer da Zurich Portugal ao Jornal Económico (JE). Aponta como outro exemplo o facto do novo coronavírus “ter começado por uma crise de saúde pública e de rapidamente se ter transformado numa crise económica e, muito provavelmente – veremos a médio prazo -, numa crise social”.

Fernando Chaves, especialista de risco da Marsh Portugal, realça ao JE que a economia portuguesa é altamente dependente da economia mundial está dependente de outros. “Perante um cenário de recessão nas maiores economias mundiais, o nosso país será naturalmente afetado. Quando mais de 50% das nossas exportações estão baseadas em mercados da União Europeia, também eles já fortemente impactados, é de esperar que as falências se façam sentir, em maior ou menor número e em todos os países, sendo também de prever redução nas carteiras de encomendas”, exemplifica.

Para o analista de risco, por outro lado, “as medidas protecionistas não se deverão fazer esperar e, procurando acautelar problemas nas cadeias de fornecimento, as empresas deverão igualmente procurar fornecedores dentro das suas fronteiras, de modo a precaverem-se contra potenciais novas ondas, que levem ao bloqueio ou fecho de fronteiras”.

No entanto, para Fernando Chaves a longo-prazo a confiança deverá retomar e Portugal recuperar o turismo. “Se continuarmos a evidenciar bons índices na resposta à pandemia, esses indicadores serão tomados como um fator positivo, a somar ao fator de segurança que já nos favorecia até aqui”, sustenta.

Considera que os empresários devem estar atentos a oportunidades de fusões e aquisições, “ainda que ponderando estrategicamente onde devem estar mais fortes nos próximos anos – se a nível nacional, europeu ou internacional”, mas adverte que as energias alternativas é também uma área-chave  para atrair e reter talento.

Riscos ambientais devem ser encarados como “prioritários”

As alterações climáticas há muito que entraram no radar das preocupações dos analistas de riscos e mesmo perante o atual contexto não deixam de aqui ter lugar. “A curto, médio e longo prazo temos de encarar as alterações climáticas e todos os riscos ambientais como prioritários. Sem cuidarmos do ambiente, não teremos sociedade nem economia”, refere Edgar Lopes, que defende que gerir o tema das alterações climáticas é também gerir a perda da biodiversidade “e diminuímos a probabilidade de surgirem novas pandemias como a que estamos a viver”.

“Procurar e implementar soluções sistémicas com pensamento de longo prazo são dois comportamentos que temos de adotar daqui para a frente”, diz.

O analista defende que a retoma económica deve ser pensada do ponto de vista da sustentabilidade do planeta. “Para isso, é necessário tomar algumas decisões, como por exemplo, desfavorecer a economia “castanha” ou “cinzenta” em prol de uma economia “verde”, circular e inclusiva”, indica.

“Os pacotes de estímulo à retoma económica, as reformas financeiras, os projetos público-privados e as eventuais novas leis desta retoma deverão incorporar políticas verdes, circulares e inclusivas, substituindo assim os subsídios perversos que subsistem”, considera, acrescentando que a diminuição das emissões de carbono nos setores que mais emitem e o cumprimento das metas ambientais “têm de ser a nossa prioridade”.

Para Fernando Chaves, no global “a mitigação de todos os riscos depende muito de saber avaliar a forma como se interconectam e não da análise individual”, pelo que o mundo pós-pandemia “não será o mesmo”. “As estratégias e ações adequadas não podem ser aquelas que levarão as empresas a voltar a ser o que eram, mas sim a adaptarem-se a uma nova realidade, a novos mercados, a novos clientes e fornecedores, a novas exigências, a novas formas de transacionar e a novas formas de competir. As que souberem reinventar-se sobreviverão”, vinca.

in Jornal Económico